Dona de uma tecnologia que privilegia a criptografia em hardware, Sitehop espera ativar a produção local em seis meses.
A criticidade da segurança dos usuários e das redes de telecomunicações sem fio têm se acentuado a medida em que crescem as instalações, a demanda e o volume de dados trafegados. As redes 5G trazem a esta equação o tempero adicional da latência diminuta e, consequente, a ampliação das aplicações e das coisas conectadas, além das pessoas. É este o cenário perfeito para a expansão dos negócios da startup de cibersegurança Sitehop. Fundada na Inglaterra há dois anos, a empresa começa seu processo de expansão internacional pelo Brasil, já com planos de produção local.
A Sitehop é dona de uma plataforma de hardware de criptografia que promete amplificar a segurança das redes móveis. Em visita ao Brasil, a CEO e co-fundadora da companhia, Melissa Chambers, diz que há uma demanda global de segurança em infraestrutura crítica. “Normalmente, é muito caro trabalhar com criptografia em rede. Nós conseguimos entregar este recurso com baixo custo”, declara.
Especialmente nas redes 5G, Melissa diz que a segurnaça segmentada é necessária, porque é preciso garantir baixa vulnerabilidade nas pontas. Daí a relevância da solução ofertada pela Sitehop, segundo ela, que tem como diferencial a criptografia em hardware. “Por essência, o software é mais vulnerável”, aponta.
Compatível com o protocolo IPsec com largura de banda full duplex de 200 Gbps e latência inferior a 1µs (<1 microsegundos), o hardware da Sitehop criptograva os dados que vão trafegar nas redes. Pode ser atualizado remotamente para aproveitar as atualizações mais recentes dos padrões de criptografia – sendo capaz também de equipar a plataforma com algoritmos personalizados.
Segundo a empresa, a série SAFE permite que vários dispositivos possam ser usados para aumentar o volume de dados tratados, pois não ficam localizados em uma plataforma central. Ainda, a solução reduz drasticamente o consumo de energia elétrica comparado o mercado em geral, com desempenho superior em velocidade, segurança, escalabilidade e usabilidade.
Além do baixo consumo de energia (a solução promete um consumo 90% menor em data centers), a plataforma promete baixa latência, facilidade de uso e escalabilidade. “É uma forma de entregar segurnaça sem impactar a performance das redes”, explica Melissa Chambers.
Produção local
A Sitehop acaba de receber uma nova rodada de investimentos de cerca de US$ 6 milhões. Parte deste investimento será aplicado na expansão internacional da companhia, que começa pelo Brasil. Segundo a CEO da Sitehop, a escolha do país para ecabeçar este processo expansão internacional ocorre primeiro pelo alto v olume de incidentes de cibersegurança no País e depois porque a empresa incluiu várias funcionalidades à sua linha de produtos para se adequar ao perfil de uso brasileiro.
Para a produção local, a companhia estuda parceria com empresa de manufatura global. A ideia é que o modelo seja operacionalizado em seis meses, com o chip vindo dos Estados Unidos, as caixas da Europa e a montagem no Brasil, para simplificar os processos de importação. Por enquanto e para garantir a disponibilidade imediata do produto em solo naciona, Melissa diz que a finalização dos equipamentos segue na Europa.

Krister Almstrom
Nesta semana, Melissa Chambers e Krister Almstrom, director of business development Brazil, apresentam as soluções e o modelo de negócios da empresa para futuros clientes e parceiros de netócios em dois eventos: em São Paulo e em Brasília.
O foco da empresa são os setores de telecomunicações, financeiro, data center e governo, este último explica o evento em Brasília.
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