No Brasil, a indústria de commodities, incluindo produtos agrícolas, minerais, energéticos, entre outros, representou cerca de 20% do PIB em 2023. O valor é considerável já que o PIB brasileiro foi de R$ 10,9 trilhões, o que atrai a atenção dos cibercriminosos. O estudo “Global Economic Crime and Fraud Survey 2023” da PwC Brasil constatou que 72% das empresas brasileiras do setor de commodities sofreram algum tipo de ataque cibernético em 2023.
O aumento é significativo em relação às 58% das empresas atacadas em 2022. Já o relatório “Cybersecurity in the Oil and Gas Industry”, da Accenture, apontou que o setor de óleo e gás foi o segundo mais visado por ataques cibernéticos em 2023, com crescimento de 52% no número de ataques em comparação com 2022.
A Redbelt Security estima que o número de golpes cibernéticos na indústria de commodities brasileira tenha ultrapassado 10 mil em 2023, ampliação de cerca de 30% em relação ao ano anterior. A cada 10 indústrias, sete têm três vulnerabilidades críticas, ainda afirma a empresa.
As três vulnerabilidades são:
Problemas de configurações – os fabricantes muitas vezes fornecem senhas padrão ou fracas para acessar sistemas ou dispositivos, como “admin”, “admin”. Essas credenciais são fáceis de adivinhar, aumentando o risco de acesso não autorizado. A correção envolve a modificação imediata das senhas padrão ou fracas fornecidas pelo fabricante, destaca a empresa.
Exposição de informações sensíveis – refere à prática de expor informações confidenciais, como dados de login, informações pessoais dos usuários, ou detalhes sobre a infraestrutura da aplicação, de forma inadequada. Para corrigir a exposição de informações sensíveis em uma aplicação web, é essencial adotar medidas como minimizar o armazenamento de dados sensíveis, utilizar criptografia para proteger informações críticas, entre outras.
Exposição de Banners e Serviços – a exposição de banners e serviços pode levar a vulnerabilidades graves, como a exploração de CVEs (Common Vulnerabilities and Exposures), escalação de privilégios, RCE (Remote Code Execution) entre outras. Quando informações sobre a infraestrutura da aplicação são expostas, os invasores podem identificar vulnerabilidades conhecidas (CVEs) nesses serviços ou tecnologias específicas. Eles podem, então, aproveitar essas falhas para obter acesso não autorizado, escalar seus privilégios dentro do sistema e, em casos extremos, executar código remotamente (RCE).
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