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Programa de educação profissional da Simpress quer aumentar participação de mulheres na área de TI

Para contribuir para o aumento do número de mulheres que trabalham na área de TI (Tecnologia da Informação), a Simpress, empresa de outsourcing de equipamentos de TI, implementou o Programa Mulheres em TI. Por meio da iniciativa, a companhia oferece gratuitamente o curso de tecnólogo de redes de computadores na modalidade EAD (Ensino a Distância), ministrado pela Faculdade Estácio de Sá, para operadoras de site que já trabalham na Simpress.

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Essas profissionais têm como função operar equipamentos de sistemas de impressão, orientar e apoiar usuários no manuseio de dispositivos e realizar monitoramento para identificar necessidades de manutenção ou abastecimento de insumos.

Disponibilizar o curso é uma forma de a Simpress contribuir para o desenvolvimento das operadoras de site dentro da companhia, ou seja, para a promoção delas para os próximos cargos dentro da estrutura, que são: técnica, analista e líder de serviços.

Com o Programa Mulheres em TI, a Simpress almeja fazer frente à realidade apontada pela Pesquisa Cargos Tech e Digital 2023, da consultoria de pessoas e talentos Mercer, que aponta que homens representam 70% da força de trabalho no setor de tecnologia no Brasil. Para o levantamento foram ouvidos 150 mil profissionais de 559 empresas (tanto organizações tradicionais quanto nativas digitais).

O curso de tecnólogo de redes de computadores da Faculdade Estácio de Sá oferecido pelo programa tem duração de cinco semestres. Os critérios para participação das operadoras de site da Simpress são ter ensino médio ou técnico completos e de seis meses a dois anos de empresa.

Com a iniciativa, a Simpress busca estimular o desenvolvimento das profissionais desde a primeira experiência no mercado de trabalho. Por isso, a empresa apresenta o programa para as jovens aprendizes que já estão na Simpress, uma vez que, após 12 meses de atividades, quando se encerram os contratos de jovem aprendiz, as meninas têm oportunidade de ser efetivadas como operadoras de site. Quando passam para essa função, estão elegíveis a entrar para o Programa Mulheres em TI e começar o curso de redes de computadores, mediante aprovação do gestor.

O programa é oferecido para operadoras da Simpress que atuam nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná, onde há mais oportunidades em carreiras de TI, o que permite a evolução das participantes no mercado de trabalho.

Primeiros resultados

Atualmente o Programa Mulheres em TI conta com 31 participantes, e a Simpress espera elevar o número em 2025. Quatro turmas estão em andamento. A primeira começou em 2022 e irá se formar no primeiro semestre deste ano. Esse grupo é misto, formado por homens e mulheres (estas são 84% da turma). Já a partir da segunda turma, iniciada em 2023, o programa passou a ser exclusivamente feminino, prioritariamente composto por negras e pardas. Das mulheres participantes, 58% são pardas e 6% são negras. Quatro são pessoas com deficiência.

Os primeiros resultados animaram a Simpress. Das profissionais que estão no programa, 55% já foram promovidas: 13 delas passaram para o cargo de técnica, três para o de analista e uma para o de líder de serviços.

Influência e letramento

A próxima turma do Programa Mulheres em TI terá início em agosto de 2025. A Simpress está em processo de qualificação de uma segunda universidade parceira para oferecer mais opções para as participantes.

“Queremos ter mais mulheres, e principalmente negras, na Simpress e em todo o mercado de TI. Atualmente 70% dos colaboradores da área técnica da empresa são homens. Esse é um cenário de disparidade acentuada de gênero e queremos revertê-lo”, diz Daniela Santos, diretora de RH da Simpress.

“As integrantes do Programa Mulheres em TI são preparadas para crescer dentro da área a partir da trilha profissional ideal, em que começam como jovens aprendizes, ou como operadoras de site, e se aprimoram, se desenvolvem. A iniciativa contribui para o desenvolvimento pessoal e profissional das colaboradoras por meio da realização de um curso vinculado às atividades da Simpress e, assim, elas ampliam seus conhecimentos e habilidades para ter novas oportunidades de crescimento de carreira”, afirma Daniela.

Para ela, o caminho para superar o descompasso entre homens e mulheres em TI passa por influência, já que mais homens do que mulheres buscam formação. “Precisamos ter, em ambientes como universidades, exemplos de carreira em TI, cases de sucesso sendo divulgados, para que as mulheres vejam que carreira na área é possível. E que TI não é necessariamente para programar. Isso passa por letramento: quanto mais bons exemplos de mulheres em TI forem dados para as jovens, mostrando o quanto essa formação pode abrir portas, talvez a gente tenha mais meninas na sala de aula. Isso passa por representatividade. E é preciso dizer: TI é um lugar para vocês, a sala de aula de um curso de TI é para você. Quanto mais meninas se empoderarem disso, mais meninas haverá nas universidades buscando esse curso, essa formação”, avalia a diretora.

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