
Quando a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) escolheu o Release 16 como base para a implementação do 5G em 2021, a intenção era de que as operadoras preparassem suas redes para a versão standalone (SA) da nova tecnologia de banda larga móvel. No entanto, a Ericsson aponta que a implementação dessa versão está atrasada não só no Brasil, como no mundo.
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A causa disso é a falta de aplicações que justifiquem a eficiência do 5G SA. Enquanto a versão do non-standalone (NSA) apresenta ótima velocidade de banda, o standalone adiciona latência baixíssima, garantindo o melhor serviço possível para o usuário. A questão é que os modelos de oferta ainda não estão totalmente desenvolvidos para que o 5G SA seja realmente necessário.
Soma-se a isso o fato de que a maior parte dos usuários finais, tanto no Brasil quanto no mundo, não tem dispositivos compatíveis com o 5G SA, como explica Rodrigo Dienstmann, presidente da Ericsson para o Cone Sul da América Latina.
Operadoras estão prontas para o 5G SA
O presidente da Ericsson ressalta que as redes das operadoras brasileiras já estão capacitadas para o 5G SA. Ele explica que, por conta dessa limitação de casos de uso, os clientes hoje usam o 5G NSA, “mas as operadoras já tem um core 5G SA”, garante.
As frequências escolhidas para o 5G, no entanto, podem limitar o alcance do 5G SA. Como a escolha das operadoras foi implementar a rede no 3,5 GHz, a altura da frequência atrapalha a cobertura, como lembra Paulo Bernardocki, diretor de Soluções e Tecnologia de Redes da Ericsson. “Operadoras estão pensando em fazer o refarming e trocar as frequências com o 4G como forma de resolver essa questão”, diz ele.
Como as redes estão prontas para o SA, a questão seria só reconfigurar a rede. Por isso Andréa Faustino, vice-presidente de Cloud Services & Solution da Ericsson para o Cone Sul da América Latina, destaca a importância do slicing de rede, que poderia facilmente designar a operação de uma rede 5G SA para um caso de uso que realmente precise de baixíssima latência, ao invés de só velocidade. “O 4G e o 5G devem coexistir num futuro próximo por conta disso.”
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