Segurança

Check Point aponta como a IA está sendo usada para o mal e para o bem

A Check Point Software Technologies apresentou hoje sua visão estratégica sobre o impacto crescente da inteligência artificial (IA) no cenário da segurança cibernética durante o evento Check Point Engage Brasil 2025. A empresa destacou como a IA está sendo usada tanto para impulsionar a inovação quanto como arma por cibercriminosos, reforçando a importância da segurança em malha híbrida e da defesa cibernética baseada em IA como pilares essenciais da proteção moderna.

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Durante o evento, executivos e especialistas da empresa discutiram por que as demandas atuais vão além do entusiasmo tecnológico, exigindo estratégia, maturidade e foco em resultados tangíveis. Segundo Eduardo Gonçalves, country manager da Check Point Software Brasil, o mercado brasileiro vive agora um ponto de inflexão.

“A dificuldade agora é gerenciar as soluções de segurança que não tem a integração mais adequada. Com a chegada da IA, essa complexidade aumentou”, disse o executivo em conversa com a imprensa durante o evento. Ele explicou que as empresas estão preocupadas em investir em casos de uso que tragam maior taxa de sucesso, a fim de garantir o custo-benefício do investimento na IA.

Por isso, a visão da Check Point para o mercado é facilitar a interações entre as IAs de diferentes soluções e promover a integração. “Foi por isso que compramos a Veriti Cybersecurity este ano”, lembra o executivo. A empresa tem uma plataforma de gestão de exposição a ameaças que possui uma plataforma que analisa ambientes, configurações e proteções existentes para aplicar controles de segurança de forma segura e sem impacto operacional.

Crescimento da IA também impulsiona ameaças mais sofisticadas

Embora a IA continue a evoluir com vasto potencial, esta tecnologia também apresenta novos riscos. De acordo com o Relatório de Segurança de IA da Check Point Software, agentes maliciosos estão utilizando a IA generativa para expandir e aprimorar suas operações. O relatório identificou quatro áreas críticas de ameaça:

  • Personificação e engenharia social por IA: Deepfakes em vídeo e voz estão sendo usados para enganar vítimas, inclusive em fraudes de identidade. Casos como o ocorrido em Maceió (AL), com uso de imagens manipuladas por adolescentes, demonstram que o problema já é realidade no Brasil.
  • Envenenamento de dados e desinformação: Cibercriminosos manipulam dados de treinamento de LLMs para distorcer resultados. Redes como a russa Pravda conseguiram fazer com que chatbots repetissem narrativas falsas em 33% dos testes.
  • Malware criado por IA e mineração de dados: Ferramentas como a Gabbers Shop utilizam IA para refinar e explorar dados roubados, aumentando a eficiência dos ataques.
  • Sequestro e armamento de modelos de IA: LLMs customizados estão sendo desenvolvidos na Dark Web como armas cibernéticas, muitas vezes burlando mecanismos de proteção e sendo revendidos como ferramentas de invasão.

Avi Rembaum, presidente da Check Point Software para Américas, diz que é impossível desassociar a IA de ataques cibernéticos, mas reforçou que ela também pode ser usada para segurança. A companhia tem trabalhado para desenvolver ferramentas que tragam mais visibilidade para o Shadow AI (uso indiscriminado de IA dentro de empresas) e na pesquisa de ameaças, de forma a combater ataques.

Outras opções de uso de IA para defesa são:

  • Detecção assistida por IA, capaz de identificar conteúdos sintéticos e anômalos;
  • Verificação de identidade em múltiplas camadas, que leve em conta os novos riscos trazidos pela personificação por IA;
  • Inteligência de ameaças com contexto de IA, permitindo que as equipes de segurança antecipem e neutralizem ataques sofisticados.

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