As previsões para 2026 da Dell Technologies indicam que a Inteligência Artificial (IA) deve assumir papel central na reorganização das operações empresariais e na definição de políticas digitais na América Latina. Segundo execução técnica apresentada por John Roese, Global Chief Technology Officer e Chief AI Officer, e Luis Gonçalves, presidente para a região, a IA soberana deve se consolidar como eixo das estratégias nacionais, influenciando diretamente o ambiente regulatório e a infraestrutura de tecnologia.
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De acordo com a análise, “a IA soberana surge como um pilar estratégico para os países”. O material prevê que nações latino-americanas não apenas utilizarão tecnologia, mas estabelecerão marcos próprios para direcionar inovação e garantir autonomia digital. A projeção indica que empresas precisarão operar dentro desses limites regionais e se integrar a infraestruturas nacionais aplicadas a áreas como saúde, indústria e serviços públicos. A previsão afirma ainda que esse movimento “transformará a IA de um conceito global em uma realidade profundamente local, com impacto direto sobre cidadãos e economias”.
Segundo Gonçalves, “governos de diferentes países da América Latina, como El Salvador, Argentina, Colômbia e Brasil, estão adotando cada vez mais essas tecnologias, reconhecendo a necessidade de compreender, regular e influenciar ativamente o modo como esses sistemas operam”.
Além da expectativa para IA soberana, as projeções para 2026 incluem a necessidade de governança para modelos e agentes de IA, já utilizados em produção sem estruturas uniformes de controle. O cenário previsto aponta aumento na demanda por ambientes privados e gerenciados de IA, operados em instalações locais ou em fábricas de IA.
A gestão de dados é citada como elemento central da evolução prevista. As projeções indicam que o desempenho da IA dependerá da capacidade de integrar e proteger informações, com dados usados como camada de conhecimento aplicada em tempo real. Em paralelo, a IA agêntica deve assumir funções de coordenação de processos complexos em setores como manufatura e logística, sustentada por bases de dados corporativas que exigirão governança específica.
As fábricas de IA são apresentadas como novo modelo de resiliência operacional. A previsão indica que organizações desenvolverão estruturas capazes de manter sistemas de IA ativos mesmo diante de falhas nos ambientes primários. O conceito envolve proteção de dados vetorizados e participação conjunta de fornecedores, governos e entidades de proteção de dados.
As estimativas apontam que o desempenho de organizações em 2026 dependerá da capacidade de estruturar dados, implementar agentes de IA, operar fábricas de IA e se alinhar aos marcos nacionais previstos. A previsão indica que o avanço desses elementos deve influenciar diretamente a transformação digital na região.
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