Internet das Coisas

AXIA Energia leva 4G e 5G para hidrelétricas

A picture of Shasta Dam surrounded by roads and trees with a lake and mountains on the background

A conectividade passou a ocupar papel estratégico na operação das hidrelétricas brasileiras. Com a crescente digitalização do setor elétrico, aplicações em tempo real, monitoramento remoto, sensores IoT e automação avançada dependem cada vez mais de redes robustas e de baixa latência para garantir eficiência, segurança e continuidade operacional.

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Nesse cenário, a AXIA Energia anunciou uma parceria com a TIM Brasil para ampliar a conectividade 4G e 5G em 20 usinas hidrelétricas distribuídas pelo país. O projeto prevê investimentos iniciais de R$ 18 milhões até o fim de 2026 e transformará a usina de Itumbiara, localizada entre Minas Gerais e Goiás, na primeira hidrelétrica 5G do Brasil.

Além dos impactos operacionais, a iniciativa também ampliará a inclusão digital em áreas remotas próximas aos empreendimentos. Ao final da implantação, cerca de 478 mil pessoas em 58 municípios e 66 distritos terão acesso à cobertura móvel.

Segundo Antônio Varejão, o projeto reforça a integração operacional das unidades e cria bases para uma gestão mais orientada a dados. “Essa iniciativa possibilitará acelerar as tomadas de decisões e torna ainda mais eficiente o monitoramento remoto de equipamentos, apoiando a digitalização e os ganhos de eficiência nas nossas unidades”, afirmou.

Para o setor hidrelétrico, a conectividade vem se tornando essencial não apenas para comunicação corporativa, mas também para aplicações críticas de missão. Redes privadas 5G permitem conectar sensores, drones, robôs e sistemas inteligentes capazes de operar em tempo real, inclusive em áreas de difícil acesso.

Na usina de Itumbiara, por exemplo, a infraestrutura 5G privada permitirá ampliar a visibilidade operacional e suportar aplicações de Internet das Coisas (IoT), inspeções automatizadas, veículos autônomos, drones conectados e sistemas avançados de monitoramento contínuo.

A iniciativa também fortalece a estratégia de resiliência operacional das usinas, reduzindo riscos, melhorando a segurança dos profissionais e ampliando a capacidade de resposta diante de eventos críticos.

De acordo com Fábio Costa, o projeto demonstra como a conectividade avançada vem se tornando parte central da transformação digital de ambientes industriais e de infraestrutura crítica. “Nosso objetivo é acelerar a digitalização dessas operações, com impacto direto no aumento da produtividade, na eficiência dos processos e, principalmente, na segurança dos profissionais que atuam nessas usinas”, destacou.

A primeira fase do projeto beneficiará diretamente 185 mil pessoas, incluindo moradores de áreas urbanas e rurais, escolas públicas e propriedades agrícolas em 41 municípios. Entre as usinas contempladas inicialmente estão Itumbiara, Furnas, Serra da Mesa, Curuá-Una, Coaracy Nunes e Corumbá I.

Além das redes públicas e privativas 4G e 5G, a TIM instalará antenas móveis alimentadas por energia solar nas usinas de Furnas e Itumbiara, ampliando a cobertura mesmo em regiões sem infraestrutura tradicional de telecomunicações.

Nos próximos dois anos, a AXIA Energia pretende expandir o modelo para outras usinas e subestações, elevando os investimentos totais para R$ 48 milhões. Entre os próximos projetos previstos estão as usinas de Santo Antônio e Tucuruí.

Com o avanço da digitalização do setor elétrico, iniciativas como essa mostram que a conectividade deixou de ser apenas suporte operacional e passou a integrar a própria infraestrutura estratégica das hidrelétricas brasileiras.

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