O Governo Federal iniciou a operação da sua rede privativa de comunicações, uma infraestrutura exclusiva destinada a órgãos públicos que elimina a dependência das redes comerciais para serviços críticos. O projeto, conduzido pelo Ministério das Comunicações em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e executado pela Entidade Administradora da Faixa de 3,5 GHz (EAF), receberá investimento de R$ 1 bilhão e deverá ser concluído até o fim de 2027.
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Os primeiros testes da Rede Privativa Móvel já integraram as comunicações da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Exército Brasileiro, Polícia da Câmara dos Deputados e Polícia do Senado Federal. Antes, cada instituição utilizava sistemas independentes e incompatíveis entre si. Agora, passam a compartilhar comunicações em uma mesma infraestrutura, com criptografia e maior nível de segurança.
Segundo o Ministério das Comunicações, a rede foi desenvolvida para suportar operações críticas, garantindo maior disponibilidade, controle sobre o tráfego de informações e proteção para comunicações sensíveis, mesmo em situações de emergência, grandes eventos ou operações de segurança pública.
Além da versão móvel, o governo também ativou o primeiro cliente da Rede Privativa Fixa. A Agência Nacional de Mineração (ANM), em Aracaju (SE), passou a operar em uma infraestrutura dedicada de fibra óptica. A primeira fase prevê a conexão de 12 prédios públicos por meio de 75,5 quilômetros de rede óptica, incluindo unidades do INSS, Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
As próximas ativações da rede fixa estão programadas para setembro de 2026, contemplando Macapá (AP), Rio Branco (AC), Goiânia (GO) e Vitória (ES).
A arquitetura da Rede Privativa combina duas modalidades. A rede fixa utiliza fibra óptica para interligar edifícios públicos, enquanto a rede móvel permite comunicações seguras em campo por meio de uma infraestrutura dedicada, independente das operadoras comerciais. A proposta é elevar os níveis de segurança, integração e eficiência das comunicações governamentais, além de fortalecer a soberania tecnológica do Estado brasileiro.
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