Internet das Coisas

Myriota lança rede híbrida de IoT via satélite e celular com 5G

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A Myriota, especialista em conectividade segura via satélite e de baixo consumo de energia para a Internet das Coisas (IoT) anunciou hoje a integração de conectividade celular à sua rede não terrestre 5G (NTN) HyperPulse e ao rastreador de ativos AssetHawk, criando uma rede híbrida de IoT que combina cobertura via satélite e celular.

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Ao combinar a conectividade via satélite de baixo consumo de energia do HyperPulse com suporte a redes celulares, a Myriota oferece uma solução híbrida projetada – e precificada – para IoT industrial em escala. O lançamento amplia o mercado endereçável da empresa, permitindo o rastreamento contínuo de ativos que transitam entre áreas com cobertura celular e ambientes remotos sem cobertura terrestre – um segmento há muito tempo pouco atendido por soluções de conectividade única. A novidade também enfrenta um desafio histórico do setor: tornar a conectividade híbrida simples de implantar, gerenciar e precificar.

O HyperPulse direciona automaticamente cada mensagem pela rede celular ou via satélite, conforme a disponibilidade e a configuração. A solução elimina a necessidade de gerenciar provedores, contratos e plataformas separados para conectividade celular e via satélite. Agora, um único dispositivo, sob um único contrato de conectividade, pode cobrir toda a geografia operacional de um ativo, de centros logísticos urbanos aos ambientes mais remotos.

Ben Cade, CEO da Myriota, afirmou: “Durante décadas, um grande número de ativos operacionais remotos e distribuídos permaneceu desconectado – não porque a tecnologia não existisse, mas porque a economia não fechava. O HyperPulse muda essa equação. Pela primeira vez, é comercialmente viável conectar praticamente qualquer ativo, em qualquer lugar, por menos de um dólar por mês. Isso não é uma melhoria incremental. É um novo mercado.”

Um mercado endereçável maior

Historicamente, a IoT via satélite atendeu aos casos de uso mais remotos. A adição da conectividade celular muda a equação econômica para uma classe muito mais ampla de ativos: carretas que percorrem corredores de transporte, geradores que se deslocam entre diferentes locais, contêineres que transitam por portos antes de seguir para o interior, além de infraestruturas distribuídas, cujos ativos estão permanentemente divididos entre locais conectados e remotos. Esses ativos passam apenas parte de sua vida útil fora da cobertura terrestre — o suficiente para precisarem de satélite, mas não o bastante para justificarem a economia de uma solução exclusivamente via satélite. Agora, o HyperPulse atende a essas necessidades de forma eficiente e eficaz.

A ABI Research prevê que as conexões de IoT baseadas em padrões de redes não terrestres crescerão de 2,08 milhões em 2024 para quase 14 milhões em 2032, representando uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 26,9%. A Myriota está posicionada na vanguarda dessa curva de crescimento e da convergência mais ampla entre satélite e celular.

Conectividade híbrida para ativos em movimento no Brasil

No Brasil, onde ativos industriais percorrem longas distâncias entre centros logísticos, rodovias, portos, áreas rurais e operações remotas, a conectividade híbrida amplia a visibilidade ao longo de toda a jornada. Dados do Indicador de Conectividade Rural (ICR), da ConectarAgro, mostram que a cobertura 4G ou 5G nas áreas agrícolas brasileiras avançou de 18,7% para 33,9% no último ano. No mesmo período, a proporção de imóveis rurais com presença de sinal 4G ou 5G passou de 37,4% para 48,1%.

Apesar do avanço, o estudo aponta diferenças regionais na expansão da cobertura móvel, com maior concentração em áreas próximas a rodovias e nas regiões Sul e Sudeste. Esse cenário reforça a necessidade de soluções capazes de manter a comunicação de ativos que transitam entre áreas conectadas e regiões sem cobertura terrestre.

A combinação de redes celulares e via satélite é especialmente relevante para setores como agronegócio, transporte e logística, mineração, locação de equipamentos e infraestrutura distribuída, nos quais veículos, cargas e equipamentos alternam frequentemente entre áreas conectadas e operações remotas.

Com a integração de conectividade celular ao HyperPulse e ao AssetHawk, empresas podem acompanhar ativos por meio de uma única solução, sem precisar gerenciar dispositivos, contratos ou plataformas separados para redes celulares e via satélite. O roteamento automático de mensagens utiliza a rede mais adequada conforme a disponibilidade e a configuração, ajudando operadores a reduzir pontos cegos, ampliar o controle operacional e escalar projetos de rastreamento com mais eficiência.

Projetada para implantação em escala

A Myriota projetou, desenvolveu e opera a rede HyperPulse. Em conformidade com os padrões da versão 17 do 3GPP e compatível com um ecossistema crescente de chips baseados nesses padrões, o HyperPulse oferece cobertura híbrida nos Estados Unidos, México, Argentina, Brasil, Austrália, Nova Zelândia e Arábia Saudita, com previsão de expansão para novos mercados ainda este ano. A adição da conectividade celular reduz o custo combinado por mensagem ao direcionar a comunicação para a rede mais econômica. Com planos de dados híbridos a partir de US$ 0,99 por dispositivo ao mês, a empresa reforça sua posição como uma das operadoras com preços mais competitivos em conectividade IoT.

O AssetHawk, rastreador de ativos robusto e alimentado por bateria da Myriota, é o primeiro dispositivo desenvolvido especificamente para permitir implantações na rede híbrida HyperPulse. Projetado como um dispositivo pronto para integração por provedores de soluções, ele inclui integração com sensores Bluetooth® Low Energy (BLE), transformando, na prática, um único rastreador em um hub local de sensores. Ele também oferece uma base de baixo custo para parceiros desenvolverem e implantarem soluções de IoT industrial em escala, entregando o menor custo total de propriedade (TCO) do mercado para um rastreador híbrido.

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