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Pesquisa traça perfil dos jovens brasileiros

Trabalho é a segunda preocupação dos jovens

Trabalho é a segunda preocupação dos jovens

Grupo se preocupa com segurança e trabalho, mas não com a cultura: 36% dos jovens nunca foi a um show de música brasileira; 39% nunca foi ao cinema, e 52% não conhece uma biblioteca.

A Cultura Data, nova Unidade de Negócio da Fundação Padre Anchieta, apresenta a pesquisa ‘Sintonia Jovem – O que pensam e desejam os jovens brasileiros’. É o primeiro produto apresentado pela unidade, que foi lançada com o objetivo de planejar, acompanhar, coordenar e realizar pesquisas de comunicação, mercado e opinião pública para clientes internos e externos, dentro dos campos de atuação da Fundação: arte, entretenimento, cultura, cidadania, ecologia e educação.

Como metodologia, Fátima Jordão, assessora de pesquisa da Fundação Padre Anchieta, explica que a Cultura Data analisou várias possibilidades, optando por reinterpretar as principais pesquisas e trabalhos sobre o tema. Assim, a publicação agrupa e analisa esse volume de informações coletadas nas mais diversas fontes, incluindo entrevistas com especialistas em variadas áreas de relacionamento com o público jovem.

Lívia de Tommasi, responsável pelo texto e edição da pesquisa, ressalta que a unidade fez o estudo baseado em três pilares: superar os clichês, o sentido comum, as representações binárias e dicotômicas; colocar a análise de especialistas, os dados ‘duros’ e as falas dos jovens; e apresentar um texto leve.

O tema é importante para o mercado uma vez que os jovens nunca foram tantos como hoje. No ano de 2005, a população na faixa etária de 15 a 24 anos alcançou 35,1 milhões de pessoas, ou seja, 19% do total da população brasileira. Desse total, segundo Lívia, 17% não estudam e nem trabalham.

De acordo com a pesquisa, entre os jovens brasleiros há desigualdades sociais significativas, fruto das diferenças de gênero, cor, raça, orientação sexual, local e região de moradia. Isso pode ser comprovado nos números da pesquisa: 36% do grupo nunca foi a um show de música brasileira; 39% nunca foi ao cinema, e 52% não conhece uma biblioteca. No entanto, o crescimento tecnológico e o acesso à internet tem revolucionado a possibilidade de produção e difusão cultural dos jovens.

O quesito educação também apresenta números desfavoráveis entre os entrevistados: para 60% deles a escola não está ligada às questões da atualidade; 72% acredita que a escola não se interessa pelos problemas dos jovens e para 76% a escola não entende os jovens. Já o trabalho representa a segunda preocupação dos jovens, perdendo apenas para o quesito segurança. Para o grupo, o trabalho é também uma forma de auto-realização.

Quando o assunto é sexualidade, uma das principais bandeiras das jovens mulheres é contra a mercantilização do corpo da mulher. Quanto aos hábitos, a pesquisa também constatou que os jovens zapeiam entre diferentes emissoras, procurando os conteúdos e formatos de sua preferência.

Para Fátima, “o levantamento mostra que o jovem quer ser protagonista da sua própria história”. A pesquisa completa já pode ser adquirida, pelo valor de R$ 3.000.

 

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