Em média, o brasileiro precisa de 1,32 salários médios para comprar um desktop; 1,79 para comprar um notebook e 0,71 para adquirir um netbook.
Segundo a 12ª edição da Pesquisa Brecha Digital, realizada pela Marco Consultora, o poder de compra dos brasileiros em relação a desktops, notebooks e netbooks melhorou de forma discreta em seis meses. Hoje, por exemplo, são necessários 0,7 salário médio para comprar um netbook no País. Na edição anterior da pesquisa (fevereiro de 2010), esse índice era de 0,9. Outro dado interessante revelado pelo estudo mostra que notebooks custam mais caro no Brasil do que nos demais países pesquisados. O preço médio de um notebook no país é de R$ 999,00, superando até a Argentina (país que registra os preços mais altos nas três categorias de produto).
A pesquisa foi realizada nos cinco principais países da América Latina: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México. Em dois países (Chile e México) os notebooks custam menos do que desktops. No Brasil, os notebooks ainda são mais caros do que desktops e netbooks (desktop: R$ 1.899,00; notebook R$ 2.549,00; netbook: R$ 999,00). O salário médio brasileiro considerado no estudo foi de R$ 1.423,00. Dessa forma, o brasileiro precisa de 1,32 salários médios para comprar um desktop; 1,79 para comprar um notebook e 0,71 para adquirir um netbook.
Em comparação aos dados obtidos em fevereiro, na 11ª edição da pesquisa, o poder de compra dos brasileiros aumentou. Eram necessários 1,37 salários para comprar um desktop, 1,81 para um notebook e 0,91 para um n
etbook. Essa situação de melhoria é observada desde outubro de 2004. O salário também subiu, de R$ 1.350,00 para R$ 1.423,00, e continua sendo o mais alto entre os países estudados.
O país com melhor poder de compra é o Chile: para comprar um desktop são necessários 1,21 salários médios (US$ 745); para um notebook 1,13 e para netbook, 0,55. Vale lembrar que o Chile e a Colômbia têm os menores preços.
“Enquanto o salário médio subiu 6%, o dólar caiu 5%. Isso favoreceu a compra destes equipamentos pelo brasileiro. Além disso, a queda de 20% no preço dos netbooks no último ano reflete o ganho de escala das empresas fabricantes e o sucesso desse produto entre os brasileiros como produto de entrada (inclusão digital) e segunda máquina”, comenta Henrique de Campos Junior, gerente de Market & Business Intelligence, da Marco Consultora.
“Apesar de serem mais baratos, os netbooks transmitem aos brasileiros a sensação de produto caro e, conseqüentemente, oferecem certo status. Mas há de se tomar cuidado. Não é para todos as finalidades e necessidades dos consumidores que o netbook funciona. Seu uso é mais recomendado para navegações na internet e simples acesso a documentos”, conclui o executivo.

