Análise Setorial

Convergência de pontos de venda e mobilidade são as principais tendências para o Varejo em 2012

Oni-canal será destaque em 2012.

O Grupo ASSA, companhia na transformação de processos de negócio, aponta que a principal tendência para o Varejo brasileiro em 2012 é a convergência dos canais de venda, o chamado Omnichannel (Oni-canal).

Com uma abordagem mais eficiente do cliente, padronização de processos e preços, e mudança conceitual de foco (do produto para o cliente) – tudo suportado por muita tecnologia – o setor já percebe a necessidade de mudança gerada por esse novo cenário de competitividade.

Para o Grupo ASSA, os sistemas convencionais (Sistemas de Suporte à Operação) de tecnologia continuarão a ser utilizados em conjunto ao desenvolvimento de soluções específicas, novos aplicativos e Cloud Computing. E as novas ferramentas, por sua vez, irão se configurar como viabilizadores operacionais, a exemplo do QR Code e do RFID.

“A TI tem o desafio de prover o Varejo com soluções customizadas para atender às necessidades de margem reduzida de lucro e interesses do consumidor”, comenta Marcio Caputo, vice-presidente do Grupo ASSA. “É preciso associar os antigos sistemas às novas aplicações, o que fará com que o setor aumente sua eficiência operacional e mantenha sua margem de lucro”.

Conheça as quatro tendências importantes para o Varejo brasileiro e mundial, em 2012, para a companhia:

. Omnichannel: o conceito está baseado na igualdade entre canais como loja física e loja virtual, seja esta última na internet ou móvel. Assim, o cliente interage com o Varejo de diversas formas e, ao mesmo tempo, conhece o produto na loja e compra pela internet, ou o conhece pela internet e compra na loja, ou compra pelo celular, ou pesquisa o preço na loja concorrente mais próxima, entre inúmeras outras possibilidades. Neste conceito, ‘mobilidade’ torna-se uma palavra fundamental e, o celular, um grande aliado nas compras e pesquisas. É neste modelo de negócio que o Cloud Computing torna-se um mecanismo fundamental para proporcionar flexibilidade para atendimento das demandas da empresa com baixo investimento.

. Marketing one to one: usar as informações disponíveis dos clientes (internas e externas à empresa) da forma mais personalizada possível. Essa evolução faz com que o cliente receba ofertas e benefícios personalizados, via SMS, e-mail etc. Significa associar novos dispositivos ao sistema já disponível para que a experiência do consumidor seja única, aumentando em muito as chances de atraí-lo para a efetivação do negócio.

. A loja não é mais o único ponto de venda: estudos do comportamento dentro da loja indicam como criar pontos de inspiração, desde a entrada até o momento da saída. O ambiente físico deve ser o lugar da experiência de compra para o consumidor – que o inspire a comprar e não sendo mais seu meio principal de acesso ao produto. A loja conceito garante ao consumidor a sensação física da compra, mas o pagamento via celular ou internet, e a possibilidade de pesquisar preços sem sair de casa, garantem a compra final.

. Comprador e consumidor: muitas campanhas têm foco no consumidor, mas nem sempre o consumidor é a mesma pessoa que o comprador. É preciso olhar para os hábitos do consumidor e para as motivações do comprador. Equilibrar esses dois pontos é fundamental.

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