Operadora enviou uma carta à FCC acusando a empresa de bloquear chamadas de voz em algumas áreas rurais norte-americana.
A operadora AT&T abriu uma acusação contra a Google de violar as normas da neutralidade de rede, com alegação de que a empresa está bloqueando algumas chamadas de voz em áreas rurais por meio do Google Voice. A notificação foi encaminhada à Comissão Federal de Comunicação dos EUA (FCC) na sexta-feira passada (25/09).
Na carta, a operadora afirma que a Google está tirando uma vantagem sobre outros provedores de telecomunicações, bloqueando as chamadas, além de oferecer os serviços com uma medida de economia abaixo do que as concorrentes tradicionais estão proibidas de usar. "Pedimos à Comissão que exija que a Google utilize as mesmas regras do jogo e entre na competição por igual", escreveu no documento Robert Quinn, vice-presidente sênior da AT&T para questões federais de regulamentação.
De acordo com executivo da operadora, a Google bloqueia sistematicamente as chamadas para determinadas áreas dos consumidores, usando o Google Voice. “Ao fazer isso, a Google pode reduzir as suas despesas de acesso”, afirma Quinn. “Em 2007, a FCC publicou que essa prática pode prejudicar a confiabilidade das redes de telecomunicações com o bloqueio de chamadas”, complementa.
A operadora diz que o bloqueio viola os princípios da documentação que consta no quarto item da Declaração Política da Internet, elaborada pela FCC, cuja alegação diz que os consumidores deveram ser capazes de escolher os benefícios da concorrência entre redes, aplicações, serviços e provedores de conteúdo, de forma livre.
“Embora a Google afirme que o Google Voice não é um serviço de telefone tradicional, ele efetivamente é”, argumenta o executivo da AT&T. Na carta a operadora também diz que “mesmo se for uma aplicação e não um serviço de telefone, o Google Voice ainda é elaborado por esse princípio, porque abrange fornecedores de aplicativos”.
A operadora também acusa a Google de violar o princípio do quinto item da Declaração Política da Internet, que menciona a não discriminação, cujo fornecedor não pode bloquear o acesso equitativo a outra empresa. “A própria Google está discriminando quando ela bloqueia chamadas de certas operadoras para uma região local”, consta no documento.
Fonte: Agência Internacional

