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Empresa curitibana cria rede social colaborativa educacional por meio de cloud

Projeto desenvolvido por empresa brasileira teve investimento da iniciativa pública e privada que dispuseram um montante de R$ 800 mil. Com o canal virtual, a expectativa de receita até dezembro de 2010, com planos de assinatura e publicidade, é de aproximadamente R$ 200 mil.

Foi lançada em Curitiba uma plataforma colaborativa, desenvolvida em território nacional pela empresa Foresee e voltada para o público acadêmico e curiosos. O novo canal tem como objetivo melhorar o processo de aprendizado de diversas disciplinas, por meio da troca de conhecimento entre professores e alunos. A ferramenta, chamada de Com8s (comates – colegas em inglês) usa como plataforma a tecnologia cloud computing, onde disponibiliza aos usuários uma rede social, oferecendo aplicativos para troca de arquivos, realizações de videoconferências, chats e fóruns sobre um determinado assunto, como projetos de arquitetura.
 
Segundo Alfredo Kugeratsi, sócio-fundador da Foresee, empresa que também atua no mercado de soluções web 2.0 com modelo de negócios SaaS (Software como serviço), o projeto durou dois anos para ser concretizado a um custo de aproximadamente R$ 800 mil. “Esse valor representa 80% de tudo o que foi investido pela empresa, incluindo outros projetos de rede. O Com8s é nosso carro-chefe”, explica.
 
Para o projeto, a empresa teve parceiros como Fundação Araucária, a Fundação Getúlio Vargas e a FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), que também investiu financeiramente na ideia, além do patrocínio da iniciativa privada.
 
O público-alvo inicial da rede virtual são professores de ensino superior, de aulas de idiomas e de cursos técnicos. Segundo Kugeratsi o corpo docente poderá utilizar a ferramenta como forma de complemento às aulas presenciais ou mesmo ensinar novas lições. “A ideia surgiu de uma necessidade que encontrei para responder todas as dúvidas dos meus alunos em um só lugar, onde eu pudesse também passar trabalhos diferenciados a eles”, diz o criador do portal que também é professor universitário em Curitiba.
 
A ferramenta, que foi desenvolvida em Java e em código aberto Adobe Flex, permite que alunos e professores tenham interação entre si no ambiente virtual a qualquer momento. Entre os aplicativos disponíveis, o usuário tem a ferramenta de transmissão de mensagens e arquivos, podendo ser em tempo real durante uma videoconferência.
 
A empresa também prevê entrar no mercado de ensino à distância, em no máximo um ano, após a consolidação da rede. “No momento queremos aumentar nossa base de usuários, mas, certamente no futuro, pretendemos desenvolver funções específicas para que as universidades e escolas terceirizem o ensino à distância conosco ou até implementar o sistema para ferramentas administrativas da instituição” prevê Kugeratsi.
 
Para Kugeratsi, a receita esperada até o fim de 2010 com o projeto é de aproximadamente R$ 200 mil, incluindo planos pagos e publicidade interna. “Não descartamos também a disponibilização para empresas, com uma rede direcionada para o ambiente corporativo”, revela. A empresa curitibana vê ainda um mercado para desenvolvedores de aplicações diversas para o produto, como e-commerce de livrarias. De acordo com o criador do portal, nos próximos meses haverá o lançamento de uma ferramenta voltada para o mercado de construção civil.
 

Hoje, o site conta com uma base de dois mil usuários, sendo que 40% desse total usam a versão em espanhol e 8% em inglês. O usuário pode escolher as três opções: a free (gratuita); para profissionais e professores; e outra para empresas ou instituições, que tem um custo adicional entre R$ 14,99 e R$ 149,99, de acordo com o modelo de contrato, o qual é possível utilizar um espaço de armazenamento da rede com até 125 Gbs.

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