Pesquisa da Unisys mostra que índices de temor com atividade hacker e transações online sobem.
O estudo Unisys Security Index 2017, revelado esta semana e que aponta as principais preocupações dos consumidores sobre segurança, aponta que 72% dos brasileiros estão muito preocupados com fraudes bancárias e roubo de identidade, uma queda de oito e nove pontos percentuais, respectivamente, na comparação com a edição de 2014. Em contrapartida, 69% dos entrevistados temem ataques de hackers e vírus, alta de 11%, e 62% com a segurança de transações online, alta de 7%.
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De acordo com Leonardo Carissimi, diretor de Soluções de Segurança da Unisys na América Latina, o aumento da preocupação com vírus e transações foi devido a maior penetração do smartphone no dia a dia do brasileiro, massificando o acesso à Internet. Junta-se a isso o maior impacto dos ataques hackers. “As maiores preocupações dos brasileiros mostram que os consumidores sentem que têm menos controle sobre seus dados pessoais do que eles gostariam”, afirma.
O executivo diz que os resultados da pesquisa não são necessariamente ruins. Com pessimismo, a maior preocupação pode ser resultado da falta de uso de soluções de segurança, que trazem a sensação de exposição do usuário. Já pelo ponto positivo, o dado representa que os brasileiros se preocupam com o tema e podem ser conscientizados para serem mais seguros no uso da tecnologia.
“O estudo é importante para as empresas, pois mostra a necessidade de prover segurança aos consumidores”, afirma Carissimi. Segundo ele, as companhias precisam lançar produtos já com a segurança embutida e apostar em tecnologias de inteligência artificial (AI) e análise de dados.
As recomendações da Unisys é que a segurança é crítica e deve fazer parte de tudo que fazemos e ter papel cada vez mais estratégico. “Foco na prevenção é preciso, mas é importante saber que sua organização estará sempre em risco. A estratégia de segurança deve priorizar predição, detecção e resposta”, lembra o diretor.
O estudo ouviu mais de mil consumidores brasileiros em abril deste ano, ou seja, antes dos ataques do WannaCry, em maio, e revelados esta semana. Dessa forma, Carissimi acredita que os índices sobre atividade hacker podem ser maiores na próxima edição. O executivo também comenta que os dados foram comparados com 2014 devido a metodologia de pesquisa adotada na edição de 2015, que divergia da atual. Já em 2016, a Unisys optou por não fazer o estudo.

