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Cisco propõe agenda positiva para acelerar digitalização da América Latina

Infraestrutura de rede e segurança formam os pilares de investimentos para reduzir o gap tecnológico da região, defendem executivos

Jordi Botifolli, presidente da Cisco na LATAM

A economia na América Latina está voltando aos trilhos, informa o presidente da Cisco na LATAM, Jordi Botifolli. Após os solavancos dos últimos dois anos, o executivo faz um balanço positivo dos resultados obtidos pela empresa na região e diz que percebe forte disposição dos governos e empresas em investir no processo de digitalização.

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Em particular Jordi Botifolli destaca a recuperação econômica do Brasil, Argentina, Chile e Colômbia. “A soma do nosso portfólio atualizado com a retomada da estabilidade econômica na região são animadoras”, diz o executivo, reconhecendo que o gap tecnológico na América Latina ainda é um desafio a ser vencido.

Em termos de oportunidades, a Cisco enxerga que os projetos de cidades digitais e de Internet das Coisas devem alavancar não somente os seus negócios, mas o desenvolvimento econômico. “Avançamos muito em relação aos últimos cinco anos”, avalia o presidente da Cisco na LATAM. Na região, segundo ele, há investimentos em mobilidade urbana (com inteligência no controle de tráfego) e grandes projetos de smart grids.

A vice-presidente sênior para Américas da fornecedora, Alison Gleeson, explica que o controle de fluxo de tráfego, o transporte público e a gestão de estacionamentos em cidades de grande densidade são oportunidades para smart cities que acabarão culminando em tecnologias mais avançadas, como os veículos autônomos. “A política da segurança (na regulação) é uma grande parte, e diferentes estados (norte-americanos) mudam de opinião: são sete atualmente que deram sinal verde para os carros autônomos, mas se crescer para dez, todos vão atrás”, declara.

A vice-presidente de iniciativas de crescimento e chefe do escritório do CEO da Cisco, Ruba Borno, acredita que as redes precisam ter maior relevância na formulação de políticas públicas. “Achamos que as redes precisam ser consideradas infraestruturas críticas. Se seu serviço de celular cai, isso não afeta sua produtividade diária?”, questiona.

A jornalista viajou a Cancún a convite da Cisco do Brasil

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