Fabricantes e provedores de serviços comentam os benefícios da nuvem privada e pública e revelam porquê operadoras retardam a migração.
Na Conferência Business Over IP 2010, que acontece nesta quinta-feira (30) no Sheraton São Paulo, os temas mais comentados foram as comunicações unificadas e a computação em nuvem.
O primeiro painel, moderado pelo presidente da Advance Marketing, Dagoberto Hajjar, teve, como debatedores, Luis Henrique Fagundes, da Aastra Brasil, Cleber Moraes, da Avaya, Marcio Kanamaru, da EMC e Paulo Ferreira, da Polycom Brasil.
De acordo com Fagundes, as comunicações unificadas estão ganhando força, principalmente, pela demanda de usuários. “Já existe uma demanda para o cliente ver que estas ferramentas estão integradas, porque eles buscam rapidez e facilidade. Então, essa demanda vem mais do usuário do que do próprio fornecedor”, explica.
Para os debatedores, atualmente o mundo é virtualizado e um movimento significativo é visto nas empresas, com redução de custos, colaboração, interoperabilidade, ou seja, “um mundo sem fronteiras, onde o computador é a rede”. Segundo Kanamaru, este é o motivo pela atual busca do cloud computing, pois este otimiza os recursos que as companhias têm.
Nuvem nas Comunicações Unificadas
Kanamaru ainda afirma que hoje o cloud computing é um acelerador para as UCs e que a tecnologia será popularizada. “De agora em diante, o comum será os usuários terem desktop virtualizado, provido por IP, por exemplo”, explica.
As nuvens, tanto privadas, como públicas, possuem vários benefícios, como redução de custos e simplificação de gerenciamento de rede. A partir deste conceito, as empresas adotam novas ferramentas, no sentido de criar um potencial competitivo. “Cada vez mais surge demanda pela possibilidade de se comunicar com um colega a partir de um computador por uma rede única”, explica Paulo Ferreira.
Benefícios do Cloud Computing
O principal ponto que os executivos defendem na comutação em nuvem é criar visão de comunicação para, pelo menos, 3 anos. “É importante exercitar a linha de negócio, pensar o que será da empresa em alguns anos e criar prioridades nos sistemas”, diz Ferreira.
Tecnologia Aberta
Para os executivos, um dos pontos importantes é deixar os sistemas de software abertos e padronizados e que, o desafio real é transformar isto em negócio. “A tecnologia vem trazer proximidade e simplicidade para a vida das pessoas. As empresas que estão nascendo, já adotam estes novos padrões de cloud computing e querem utilizá-lo de forma fácil, rápida e segura”, ressalta Kanamaru.
No entanto, segundo eles, o Brasil ainda precisa prover infraestrutura necessária, para atender a demanda que virá com a evolução do cloud computing nas UCs. Isto porque, atualmente, faltam investimentos neste setor e as operadoras ainda são receosas com relação ao IP, por não saberem atuar corretamente com as nuvens privadas. Apesar de já existirem muitas iniciativas, até de virtualização de servidores, o grande obstáculo ainda, para as companhias, é a migração do ambiente. “Conhecer a tecnologia é fácil, mas saber como usá-la não é”, afirma Prado.

