Cloud Computing

Com vitória de 11 lotes, Nextel atende, agora, 182 milhões de pessoas

A grande vencedora do leilão do 3G pretende investir, em cinco anos, até R$ 5,5 bilhões nos serviços atuais e na nova tecnologia.

Operadora desembolsa mais de R$ 1 bi para operar com Banda H

Banda H: Nextel já conquista áreas 1 a 6

Vencedora de quase todos os lotes no leilão da banda H, que acontece hoje (14), a Nextel, a partir de agora, se tornará uma operadora nacional, oferecendo todos os serviços – incluindo agora o 3G – com o diferencial do HPPT.
 
Desde o último leilão, ocorrido em 2007, a Nextel – que na época não adquiriu nenhum lote – começou a se preparar para um possível novo leilão, o da banda H.
 
Segundo o presidente da operadora, Sergio Chaia, a Nextel cresceu 40% ao ano e seu ARPU é 4 vezes maior do que a concorrência. Até então, segundo o executivo, foram investidos R$2,8 bilhões em 4 novos mercados nas Américas.
 
Para Chaia, a grande meta e objetivo da operadora é baseada em quatro pilares: 85% de satisfação mínima dos clientes, 85% de satisfação dos colaboradores, simplicidade e transparência.
 
Ao todo neste leilão, a Nextel adquiriu 11 lotes dos 13 disponíveis, perdendo um para a CTBC Celular e um para a Brasil Telecom Celular, do grupo Oi. Questionado sobre a perda, Chaia afirma: “Isto mostra que há sim efetiva competição no pregão. No entanto, estamos muito satisfeitos com o resultado”.
 
Com a vitória e os lotes, a Nextel poderá atender mais de 182 milhões de pessoas em todo o Brasil.
 
3G
 
O executivo afirma que a Nextel pretende lançar a rede 3G o mais rápido possível. “Tão logo construirmos nossa rede, iniciaremos operações. Nunca tivemos tão bem preparados para trabalhar com a terceira geração como estamos agora”, explica.
 
Sobre os gastos com os lotes adquiridos, Chaia afirma que serão pagos, em partes, com recursos de terceiros (como o BNDES e bancos privados), mas que a maior quantia será garantida pela própria operadora.
 
A estimativa de investimento no segmento 3G e nos outros serviços da operadora como um todo, nos próximos cinco anos, é entre R$4,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões.
 
Mesmo com a entrada do 3G, a Nextel pretende continuar com os planos diferenciados para todos os tipos de clientes, tanto para os jurídicos como para os físicos.
 
Já sobre o iDen versus o 3G, Chaia afirma que a Nextel manterá as duas tecnologias em paralelo.
 
Banda Larga móvel
 
O presidente afirma que, além do mercado 3G na própria telefonia, a operadora pretende adentrar o setor de banda larga móvel, que é promissor, atualmente, no Brasil.
 
Questionado sobre possível participação no PNBL, o executivo afirma que o projeto para parceria ainda está em avaliação.
 
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