Nova tecnologia promete velocidades de até 8 terabits por segundos.
Por meio de recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), o Ministério das Comunicações apoia a Fundação CPqD no desenvolvimento de uma nova geração de sistemas de comunicação óptica. O projeto, batizado de “100 GETH” (Gigabit Ethernet), visa chegar a taxas de transmissão da ordem 100 gigabits por segundo por comprimento de onda. Isso significa uma velocidade bastante superior à praticada atualmente no mercado, o que permitirá impulsionar o acesso à internet em banda larga.
O foco principal da pesquisa é a construção dos grandes backbones, infraestrutura principal pela qual o tráfego de dados e voz é transmitido por toda a extensão da rede de uma operadora, atendendo a demanda crescente por quantidade de dados.
O aumento considerável na velocidade é possível porque os sistemas ópticos desenvolvidos nos laboratórios do CPqD baseiam-se na chamada tecnologia WDM (Wavelengh Division Multiplexing). Essa tecnologia permite compartilhar a mesma fibra óptica para a transmissão de sinais de diferentes comprimentos de onda, aumentando a capacidade de transferência de informação. Com esse compartilhamento na mesma fibra, será possível alcançar, por exemplo, taxas de até 8 terabits por segundo. Em testes recentes, a Fundação CPqD já conseguiu atingir a marca de 3,2 terabits por segundo por fibra óptica.
De acordo com o pólo de tecnologia, os primeiros protótipos de equipamentos baseados nessa tecnologia devem estar disponíveis entre o fim de 2011 e o início de 2012. A estimativa é que, a partir de 2012, a nova geração de sistemas ópticos esteja pronta para ser comercializada. Segundo Laerte Davi Cleto, diretor do Departamento de Indústria, Ciência e Tecnologia do Ministério das Comunicações, trata-se do maior projeto do Funttel em termos de destinação de recursos: R$ 90 milhões em quatro anos. A pesquisa começou a ser desenvolvida em 2009.

