Protocolo IPv4 entretanto já se esgotou

Não há mais protocolos de endereços IPv4 disponíveis e como o próprio NIC.br já alertou, o IPv6 é a única saída para a continuação da Internet . Entretanto, na Secretaria de Logística e TI (SLTI) do Ministério do Planejamento, o IPv6 ainda está em avaliação e podem levar mais tempo para ser implantado do que recomenda o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR.
Questionada como a Secretaria e os sites do governo que administra estão se preparando ou já se prepararam para o IPV6, a equipe do órgão informou à reportagem do IP News que desde 2009 encontra-se em discussão no Grupo de Trabalho 1 (Interconexão) nos Padrões de Interoperabilidade de Governo Eletrônico – e-PING o IPv6.
A e-PING define um conjunto mínimo de premissas, políticas e especificações técnicas que regulamentam o uso da Tecnologia de Informação e Comunicação – TIC, na interoperabilidade de Serviços de Governo Eletrônico, estabelecendo as condições de interação com os demais Poderes e esferas de governo e com a sociedade em geral.
As políticas, premissas e especificações técnicas da e-PING que possuem a classificação “adotado” são mandatórias a todos os órgãos integrantes do Sistema de Administração dos Recursos de Informação e Informática – SISP, ao qual a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação é o órgão central.
Este ano o tema estará novamente na pauta de discussão do GT1 da e-PING, havendo a possibilidade de promovê-lo da classificação atual “em estudo” para o modo “recomendado”. Segundo o documento de referência da e-PINGs as especificações técnicas classificadas como “recomendadas” são reconhecidas como itens que devem ser usados no âmbito das instituições de governo, contudo sem ainda serem mandatórias.
O processo de adoção é gradual, cabendo a cada órgão integrante do SISP (administração direta, autarquias e fundações) preparar o seu plano de implementação dos padrões definidos na e-PING. Cada órgão do governo administra os seus próprios sites.
O Sistema de Administração dos Recursos de Informação e Informática – SISP oferecerá somente apoio técnico para a transição, que é competência da SLTI, órgão central do SISP. Além disto, a Secretaria possui um grupo de servidores alocados para prestar apoio aos órgãos do SISP em diversas áreas de atuação: governança, contratações, e-PING, padronização, etc.
Atualmente o IPv6 está classificado como “em estudo” no documento de referência da e-PING. A partir do momento em receber a classificação “adotado”, cada órgão deverá planejar o seu processo de implementação. Para aqueles que atualmente identificarem esta necessidade, não será necessário esperar a publicação de uma nova versão do documento de referência para iniciar a sua utilização.
A e-PING é válida para os órgãos integrantes do SISP (Poder Executivo e governo federal), o que impossibilita afirmar em qual grau de transição para o IPv6 encontram-se os estados, pois estes possuem autonomia e não são obrigados a seguir as recomendações da e-PING.
Atualmente grande número dos sites de governo encontram-se hospedados em empresas públicas. Desta forma estas provavelmente serão as grandes parceiras do SISP no processo de transição.Apesar de algumas discussões e auxílio técnico da SLTI, o processo de transição ainda não foi iniciado.

