De acordo com o estudo, realizado pela Kaspersky, 36% dos brasileiros possuem algum conhecimento sobre criptomoedas, mas apenas 13% compreendem como é que elas funcionam. O relatório indica que a falta de conhecimento e confiança são os principais fatores que impedem os consumidores de utilizarem criptomoedas.
A pesquisa foi realizada com mais de 13 mil pessoas de 22 países, entre outubro e novembro do ano passado. Dos brasileiros entrevistados, 73% revelaram nunca ter adquirido criptomoedas, o que faz a Kaspersky no colocar distante da aceitação de criptomoedas como uma forma de pagamento comum.
O estudo da Kaspersky concluiu a falta de conhecimento tem dificultado o processo de adesão de criptomoedas. Quase um quarto (22%) de quem utilizava o ativo decidiu para de investir por considerarem “tecnicamente complicadas”. Do número geral de brasileiros, 37% acreditam que as criptomoedas são voláteis e preferem esperar que se tornem estáveis para utilizá-las.
Também há a percepção frequente entre os consumidores de que as criptomoedas não vão durar para sempre. Inclusive, 13% dos brasileiros acreditam que estas moedas estão apenas “na moda” e que não vale a pena considerá-las. Por outro lado, 31% dos brasileiros afirmaram que, apesar de não estarem utilizando criptomoedas atualmente, gostariam de usá-las no futuro.
Outro ponto importante é a segurança, já que 16% dos brasileiros sofreram um ataque visando o ativo. Os criminosos também criam e-wallets falsas para levarem as pessoas a investirem o seu dinheiro de forma incorreta, tornando-se vítimas de fraude – cerca de 3% dos brasileiros afirmou já ter sido vítima de uma fraude de criptomoedas.
A Kaspersky recomenda às empresas de criptomoedas a adotarem melhores práticas de segurança, como também utilizarem estruturas comprovadas para contratos inteligentes e a conduzirem avaliações de terceiros a estes contratos, de forma garantir que não existem vulnerabilidades.

