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95% das empresas têm reputação afetada pela má qualidade de seus dados, diz pesquisa

De acordo com a Pesquisa Global de Qualidade de Dados 2019 realizada pela Experian, 95% das empresas apontaram que a má qualidade das informações em seus negócios impacta negativamente a interação com o consumidor, a reputação e a eficiência de suas operações. Sete em cada 10 companhias afirmaram ainda não ter controle direto sobre os dados, apesar de saber o quanto isso afeta a capacidade de explorar ao máximo o potencial desse recurso para atingir objetivos estratégicos.

Esses foram alguns dos resultados revelados pelo levantamento que entrevistou, em novembro de 2018, cerca de 1.000 profissionais e lideranças da área de gestão de dados de companhias de mais de 10 segmentos de mercado nos quatro países participantes – Austrália, Brasil, Estados Unidos e Reino Unido. Para avaliar as tendências globais que norteiam a evolução da gestão de dados, a Experian concentrou seu foco em três perspectivas influenciadas pela transformação digital das empresas: a experiência do cliente, a confiabilidade dos dados, e a responsabilidade pelo controle dessas informações.

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“Trabalhar o Marketing one-to-one é fundamental para prover uma experiência digital que supere expectativas, e nunca foi tão importante ter dados precisos e confiáveis. No entanto, muitas empresas ainda não conseguem aproveitar ao máximo as oportunidades que os dados podem oferecer aos seus negócios, uma vez que as práticas atuais de infraestrutura e de gerenciamento de informações não estão configuradas adequadamente para lidar com as expectativas do consumidor digital”, afirma Luiz Junqueira, diretor de Soluções da Serasa Experian.

Controle sobre dados é fator decisivo para assegurar a qualidade da informação

A Pesquisa Global de Qualidade de Dados 2019 identificou que, embora para 84% das companhias o volume de informação continue administrado somente ou prioritariamente por TI, a área responde por apenas 53% dos novos projetos orientados por dados. Nesse cenário, já aparecem à frente dessas iniciativas uma atuação conjunta entre várias áreas atuando em conjunto (28%) e equipes lideradas por Chief Data Officers (24%).

Também prevaleceram entre os resultados:

  • 75% concordam que a responsabilidade pelos dados deve estar em vários departamentos, com a ajuda pontual da área de TI – no Brasil, essa percepção é de 68%.
  • 13% afirmaram já adotar uma gestão descentralizada da informação – no Brasil, o indicador cai para 6%.
  • 56% têm a percepção de que TI não entende completamente as necessidades de gerenciamento de dados dos usuários – sendo que 57% das respostas correspondem à opinião de profissionais que atuam na própria área.

“Constatamos que mais organizações começam a estabelecer uma propriedade correta e uma liderança de dados mais forte, conduzida por um Chief Data Officer (CDO). Esse é um direcionamento fundamental para implementar estratégias capazes de reforçar a conformidade e a segurança das informações, bem como garantir que pessoas certas tenham acesso a dados confiáveis, para tirar proveito otimizado de insights, que possam proporcionar decisões mais respaldadas e, consequentemente, melhores resultados para os negócios”, disse Junqueira.

 

 

 

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