
Além de terem suas imagens afetadas quando sofrem ciberataques, as empresas vítimas dos hackers podem enfrentar grandes prejuízos financeiros caso tenham que levar adiante a percepção de clientes extraída em recente pesquisa divulgada pela Veritas. No estudo, a maioria dos consumidores afirma que as empresas devem enfrentar os hackers, responsáveis por ataques de ransomware, e se recusar a pagar os resgates exigidos por eles. Já no caso de seus próprios dados pessoais serem atacados, os entrevistados apresentam uma mudança de opinião, querendo que as empresas se rendam aos criminosos e paguem, em média, US$ 1.167 por usuário.
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Com os recentes ataques de grande visibilidade atingindo centenas de milhares de registros de usuários, a expectativa é que as empresas deveriam pagar aproximadamente centenas de milhões de dólares, na esperança de ter os dados roubados, devolvidos. Isso está além do custo para as empresas em tempo de inatividade, reputação da marca e confiança do cliente.
Aproximadamente 71%, dos 12.000 entrevistados, acham que as empresas devem enfrentar os hackers que exigem dinheiro e se recusar a pagar os resgates. No entanto, quando perguntados sobre quanto eles queriam que seus fornecedores pagassem a um invasor, no caso de seus próprios dados fossem comprometidos, a resposta sobre os valores foi a seguinte:
Finanças Pessoais
US$ 1.687
Child’s data
US$ 1.587
Registros Governamentais
US$ 1.491
Prontuários Médicos
US$ 1.344
Dados Pessoais em Nuvem
US$ 1.336
Credenciais de Usuários
US$1.128
Webmail
US$1.062
Registros de Clientes
US$ 959
Mídias Sociais
US$886
Dados Pessoais Básicos
US$ 886
Perfil de Namoro / Mensagens
US$ 873
Listas de Reprodução / Streaming de Vídeo
US$ 761
Média
US$ 1.167
Além disso, 65% afirmam que eles deveriam ser pessoalmente recompensados, caso a empresa não consiga recuperar as informações que foram roubadas.
“Embora possa inicialmente parecer que as empresas não podem saber se pagam ou não, elas estão realmente recebendo uma mensagem clara dos consumidores: as pessoas querem que seus provedores escapem do dilema de pagar ou não pagar, evitando a situação em primeiro lugar. Nossa pesquisa mostra que, se as empresas querem agradar seus clientes, elas precisam se preparar para um ataque e estar prontas para se recuperar dele – então, se o pior acontecer, eles estarão preparados para adotar procedimentos de recuperação, sem a necessidade de pagar”, afirma Simon Jelley, vice-presidente de gerenciamento de produtos da Veritas Technologies.
As respostas da pesquisa sobre como as empresas devem se preparar confirmam isso. As duas coisas essenciais que os consumidores disseram na pesquisa são: que as empresas deveriam ter softwares de proteção ( 79% dos respondentes) e cópias de backup de seus dados (para 62%). As empresas que adotaram essas tecnologias são geralmente consideradas mais capazes de responder a ataques de ransomware, uma vez que, normalmente, podem prevenir um ataque ou restaurar seus dados com segurança sem precisar pagar as demandas dos invasores.
“No passado, ransomware era algo que só afetava algumas pessoas desprotegidas que foram forçadas a pagar algumas centenas de dólares para recuperar o acesso aos seus laptops bloqueados. Hoje em dia, é uma indústria multibilionária, à medida que os criminosos cibernéticos, cada vez mais, visam organizações vulneráveis.
Os custos não param com o pagamento do resgate; nossa pesquisa também mostrou que as pessoas querem ver multas e compensações. Além disso, há o enorme custo de colocar o negócio de volta nos trilhos, com tempo de inatividade, perda de produção, e desafios para entregar ou para faturar produtos. Como resultado, estima-se que os custos de dano, globalmente, excedam os US﹩11,5 bilhões anuais, e isso não leva em conta o custo de danos à reputação da marca de uma empresa”, completa Jelly.
As descobertas vêm de uma pesquisa global, que perguntou aos consumidores da China, França, Alemanha, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, o que eles pensavam sobre a questão do ransomware.
Descobertas – que alguns CEOs podem achar alarmantes – apontam que 40% dos consumidores consideram o líder da organização responsável pelos ataques. Destes:
• Cerca de 23% disseram que o CEO deve enfrentar uma sentença de prisão;
• Perto de 30% acreditam que o CEO deve ser proibido de dirigir empresas no futuro;
• 35% apontaram que o CEO deveria pagar uma multa;
• 27% que o CEO deveria renunciar;
• 25% indicaram que o CEO deve ter um corte salarial ou ser rebaixado;
• 42% disseram que o CEO deveria se desculpar publicamente.
“Concordamos com o público quando se trata de não pagar o resgate. Pagar pode muitas vezes propagar o problema e fornecer aos atacantes mais recursos para continuar desenvolvendo ataques mais frequentes e avançados. Além disso, os hackers normalmente deixam vulnerabilidades nos dispositivos das empresas que pagaram, permitindo que eles voltem para exigir novos valores. E, as empresas optando por pagar a extorsão ou não, o custo real do ransomware é o tempo de inatividade, perda de produtividade e danos à reputação. Acreditamos que é muito melhor, então, ter tentado e testado a solução de proteção de dados em vigor antes que os hackers venham com suas demandas”, conclui Jelley.
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