
Já é claro que o valor da Internet das Coisas (IoT) nos setores de missão crítica, como utilities, está na visibilidade de equipamentos. Como disse Severiano Leão Macedo Junior, especialista no assunto para o setor de Energia e Manufatura da Cisco, as informações que sensores trazem sobre os ativos podem diminuir o impacto e o custo de manutenções corretivas e preventivas, focando na preditiva – que prevê o que pode acontecer com a máquina.
CONTEÚDOS RELACIONADOS – A estratégia da fuse IoT para integrar as PMEs ao universo de internet das coisas
Mas e se fosse possível ir além? Macedo, que participou de um webinar sobre IoT promovido ontem (29/6) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), apresentou o conceito de fog computing (computação em névoa). Criado pela própria Cisco, o termo se correlaciona com a computação em nuvem e a de borda (edge computing), complementando essas tecnologias.
A fog computing seria uma arquitetura de rede que atua “abaixo da nuvem”, distribuindo recursos de processamento e armazenamento para dispositivos IoT. “A ideia é pré-processar os dados na rede e acelerar os processos”, explicou o especialista.
Diferente da edge computing, que trabalha no mesmo “lugar” dos dispositivos IoT, a fog computing pode complementar o processamento mais próxima da nuvem e facilitar a interpretação dos dados na nuvem, agilizando a tomada de decisão, por exemplo.
Macedo ainda afirmou que a IoT não é simplesmente conectividade, “mas sensores e dispositivos de comunicação que provém dados para serem utilizados na automação”. Sendo assim, além de ajudar na manutenção de ativos, a IoT também deve ser mais explorada para gerar inovação.
“É preciso ferramentas que facilitem a gestão dos dispositivos da IoT, além de aplicações que possam ajudar a explorar ainda mais os dados”, diz o especialista da Cisco. Macedo ainda finaliza que é necessário a padronização da arquitetura convergente de rede para diminuir os custos de implantação.
Participe das comunidades IPNews no Facebook, LinkedIn e Twitter.

