Ministro deixará pasta para concorrer, provavelmente para concorrer às eleições.

MCTIC já conta com 1,5 mil municípios cadastrados no Internet para Todos
Após desistir de reforma da Previdência, governo foca em LGT e outros 14 pontos
O ministro usou sua gestão na pasta para desvalorizar seu índice de rejeição nas pesquisas eleitorais. Para Kassab, a aprovação do marco legal da ciência e o desligamento do sinal de TV analógico são méritos de sua atuação e o caracterizam como um bom ministro. A continuidade do programa Internet para Todos seria sua única insatisfação em deixar o ministério, pois os primeiros contratos estão sendo fechados agora, “mas ainda faltará centenas de municípios”.
A verdadeira pedra no sapato de Kassab, porém, são os Correios. A estatal conta com um rombo de R$ 2 bilhões, segundo ele, fruto das más gestões passadas. Kassab disse que o primeiro ponto é recuperar a empresa, para depois decidir o que deve ser privatizado ou se vai mantê-la pública ainda.
Satélite e LGT
Kassab se explicou quanto à sua fala sobre o desperdício de infraestrutura do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), que foi dito semana passada ao fechar os primeiros convênios do Internet para Todos. Segundo o ministro, o satélite não está perdendo tempo de vida útil. “A operação é gradual e o consumo de combustível também. Estamos entrando na fase principal de capacidade, sendo que 30% já é consumido pela Defesa”, disse.
Já sobre o PLC 79/2016, que altera as regras da Lei Geral de Telecomunicações (LGT), Kassab afirma que a proposta tem problemas, mas descartou que novas alterações devam ser feitas. Atualmente, o projeto tramita no Senado, onde está parado, e novas mudanças forçariam a medida a voltar à Câmara e passar por nova aprovação. “Os problemas serão facilmente solucionados com vetos do presidente na sanção da lei”, destacou Kassab.