Aparelho custa em média 282% a mais do que os featurephones.

O novo estudo ComTech da Kantar Worldpanel analisou o mercado de mobile e os números constatam que à medida em que a telefonia móvel continua a evoluir, smartphones continuarão a se expandir, mas uma maior adoção a esse tipo de aparelho vai depender muito da redução dos preços praticados atualmente. Segunda pesquisa, ainda há muitas barreiras que impedem esse crescimento no mundo. Em países que estão em desenvolvimento, como Brasil, Argentina e México, os principais empecilhos são os custos. Para 59% dos consumidores, o valor é o que mais dificulta crescimento das vendas nessas regiões.
Mercado de tablet pode crescer quase 22% ao ano até 2018, estima pesquisa
Atualmente, um smartphone custa em média 282% a mais que um celular comum, os featurephones. E por falar neles, esta categoria ainda é dona de uma fatia generosa do mercado global. Só no Brasil foram registrados 99 milhões de usuários no ano passado, e 110 milhões nos Estados Unidos.
Já Em países mais desenvolvidos, como Alemanha, Austrália, Inglaterra, Estados Unidos, França e Japão, 23% das pessoas ainda não adotaram a tecnologia por acharem que não vão utilizar os recursos dos smartphones, e 16% acham a plataforma muito complicada.
Mesmo com os preços elevados, a América Latina se mostra como um importante mercado, a região é responsável por 10% das vendas globais de mobiles. O Brasil se destaca neste cenário: um a cada três assinantes de pacotes de dados é brasileiro. E enquanto os mobiles crescem os telefones fixos caem, atualmente apenas 32% dos lares do país têm telefone em casa, sendo que a penetração de celulares no domicílio é de impressionantes 96%.
Outro ponto observado é o tipo de tarifa escolhido. No Brasil, o pré-pago é preferência nacional. Segundo o estudo ComTech, aproximadamente 15 milhões de usuários optam por esse tipo de tarifa.
A pesquisa também identificou a importância de deixar claro aos consumidores os benefícios dos aparelhos, os recursos que farão diferença na hora da troca, para convencê-los da necessidade de migrar para o segmento de smartphones. Observa-se que um usuário de featurephone não está muito disposto a investir altas quantias na hora de trocar de celular, já os usuários de smartphone são mais ousados, mais de 50% deles investem mais de R$ 600,00 para ter um novo aparelho.
Quando analisado o índice de penetração de smartphones por classe social, as camadas mais altas se destacam. No comparativo de 2012 com 2013 houve um crescimento de 16 para 26% na penetração das classes A e B. Estas classes também são as que mais gastam na hora de pagar a conta. Mais de 30% deste nicho gasta mais de R$ 100,00 com celular, contra 40% da classe C que gasta entre 30 e 40 reais. Outro dado do estudo é que 40% dos smartphones comprados em 2013 foram para dar de presente e 60% deles foram para mulheres.
O público adolescente e jovem adulto, de 16 até 34 anos, é o grande consumidor de smartphones no país. Para estes usuários o tamanho da tela dos aparelhos vem ganhando importância ano após ano. Em 2012, 38% dos consumidores tinham celulares com telas de até 2.9 polegadas, já em 2013 o número caiu para 15%. Em contrapartida, as telas de 4 a 4.4 polegadas ganharam mais admiradores, de 7% no ano anterior, passaram a 19% em 2013.
Entre as plataformas, o Android é o preferido do consumidor brasileiro, seguido do iOS e em terceiro lugar do Windows Phone.

