Pesquisas

Dois dias presenciais e dois remoto: a combinação preferida das empresas

Pesquisa da JLL mostra que a combinação preferida pelas empresas é de dois dias presenciais e três dias remotos.

O trabalho híbrido, que combina dias presenciais nos escritórios com dias remoto, tem se popularizado desde o começo da pandemia da covid-19 e firmou-se como a solução adotada pela maioria das empresas latino-americanas. De acordo com o estudo “Futuro do Trabalho: Os modelos para o local de trabalho na América Latina” realizado pela JLL, consultoria imobiliária global especializada no mercado corporativo, no Brasil, 86% das empresas adotam o modelo híbrido.

CONTEÚDO RELACIONADO: Gartner destaca três formas das empresas motivarem o retorno ao escritório

O índice é maior que a média da América Latina, onde 72% das empresas da região optaram pelo trabalho híbrido, que já é o maior registrado entre as regiões do mundo e triplicou após o fim da pandemia.

Em contrapartida, o trabalho totalmente remoto é a modalidade com menor aderência na América Latina, sendo a escolha de somente 10% das companhias. A pesquisa também revelou que a adoção do trabalho híbrido é realidade para empresas de diferentes portes, segmentos e origens, desde organizações com presença global, acima de 750 colaboradores, até aquelas menores e regionais. O levantamento ouviu 289 empresas, de nove setores econômicos, em 13 países.

No Brasil, 45% das empresas optaram por uma política de dois dias no escritório e três dias em home office. Os picos de presença nos espaços corporativos são às terças, quartas e quintas-feiras. As organizações mais flexíveis quanto ao modelo de trabalho são as de tecnologia e telecomunicações. Muitas já adotavam o modelo híbrido antes da pandemia e, agora, aumentaram a política para mais funcionários, segundo a consultoria.

Movimento de mudança

Em contrapartida, cresceu o entendimento de que o desenho e o propósito do escritório não são mais os mesmos, já que ele compete com outros lugares onde as pessoas podem trabalhar. Áreas de convivência e de troca de informações, que facilitem o trabalho em equipe, têm sido cada vez mais valorizadas.

Por isso, a JLL aponta que o movimento das empresas de racionalizar seus espaços, com um uso no agregado menor em metragem, não é tão interessante, porque hoje pode ser necessário mais metros quadrados por pessoa para que o escritório atual seja atrativo e funcional.

A pesquisa também revelou que 50% das empresas entrevistadas avaliam alterar suas políticas de trabalho em um futuro próximo. Cerca de 70% declaram enfrentar desafios sobre a política de trabalho. Isso se deve a necessidade constante de adaptação às necessidades dos funcionários e a pandemia ensinou que é preciso permanecer flexível para reter e atrair talentos.

Para atingirem resultados positivos em relação à política de trabalho, a JLL indica três práticas para as quais as empresas precisam estar atentas:

  • Identificar e compreender novos drivers para o desempenho da força de trabalho em um ambiente híbrido;
  • Alcançar um equilíbrio adequado e transparente para o uso do escritório. Desenvolver novas regras claras sobre quando eles devem estar no escritório e quanto é opcional;
  • Aplicar uma abordagem de aprendizagem baseada em dados. Medir e identificar como os escritórios estão ocupados para definir sua abordagem ao local de trabalho híbrido e explorar as oportunidades para espaços e equipamentos compartilhados.

Participe das comunidades IPNews no Instagram, Facebook, LinkedIn e X (Twitter).

Newsletter

Inscreva-se para receber nossa newsletter semanal
com as principais notícias em primeira mão.


    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *