A mais recente pesquisa da Mastercard sobre a percepção dos consumidores em relação à cibersegurança na América Latina e no Caribe revela um cenário marcado por confiança crescente no uso de meios digitais, mas também por um aumento significativo das preocupações com fraudes cada vez mais sofisticadas, muitas delas impulsionadas por IA (inteligência artificial). À medida que pagamentos digitais se consolidam como padrão na região, o estudo aponta um paradoxo: embora os consumidores se sintam mais preparados para navegar no ambiente online, o medo de golpes segue como a principal fonte de insegurança.
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No recorte regional, 80% dos entrevistados afirmam acreditar que conseguem se proteger no ambiente digital, sinalizando maior maturidade digital. Ainda assim, quase metade dos consumidores latino-americanos aponta fraudes e golpes como a maior frustração nas transações online, evidenciando a tensão entre conveniência, inclusão financeira e riscos cibernéticos. Tecnologias como deepfakes, clonagem de voz e golpes baseados em IA já estão alterando a percepção de segurança digital e tornando mais difícil distinguir interações legítimas de tentativas de fraude.
Segundo a Mastercard, esse cenário reforça a importância da confiança como pilar para o avanço da economia digital. Bancos e redes de pagamento aparecem como as instituições mais confiáveis para proteger dados e recursos financeiros, superando inclusive órgãos governamentais em diversos mercados da região. Essa credibilidade é vista como essencial para sustentar a adoção de soluções digitais em um contexto de inovação acelerada.
Os dados específicos do Brasil aprofundam essa leitura e revelam impactos comportamentais relevantes. A pesquisa mostra que 59% dos consumidores brasileiros afirmam que sentiriam vergonha caso fossem vítimas de um golpe online, e uma parcela significativa teria dificuldade em compartilhar a experiência, o que aponta para a presença de estigma em torno do tema. O efeito sobre o varejo também é expressivo: após uma fraude, a maioria dos consumidores tende a abandonar pequenos negócios, migrando para grandes marcas ou varejistas considerados mais seguros, o que amplia os desafios para empresas de menor porte.
O levantamento indica ainda que a Geração Z, apesar de ser a mais conectada, é também uma das mais expostas a tentativas de golpe. Jovens brasileiros relatam maior interação com fraudes no último ano, ao mesmo tempo em que adotam menos práticas básicas de segurança digital. A preocupação com o uso de inteligência artificial em golpes é elevada no país, especialmente em relação à clonagem de voz e ao uso de deepfakes, vistos por grande parte dos entrevistados como ameaças com potencial impacto amplo, inclusive em nível nacional.
Em paralelo, cresce no Brasil a demanda por educação e capacitação em segurança digital, com ampla maioria dos consumidores manifestando interesse em treinamentos formais para lidar melhor com fraudes e golpes online. Esse dado reforça a percepção de que a proteção não depende apenas de tecnologia, mas também de informação e conscientização.
No ambiente regional, o avanço dos pagamentos digitais segue forte, com cartões, transferências em tempo real e carteiras digitais ganhando espaço no cotidiano dos consumidores. No entanto, o aumento da conveniência vem acompanhado de preocupações adicionais, como privacidade e uso indevido de dados pessoais e financeiros. Golpes por telefone, redes sociais e phishing continuam entre as modalidades mais recorrentes, agora potencializados por recursos de IA que ampliam seu alcance e eficácia.
Diante desse cenário, a Mastercard destaca investimentos contínuos em cibersegurança e no uso de inteligência artificial para antecipar e mitigar ameaças antes que causem prejuízos aos consumidores e ao ecossistema financeiro. A empresa aposta na combinação de inovação, transparência e segurança como caminho para sustentar o crescimento digital na América Latina e no Brasil, onde confiança, mais do que nunca, se tornou um ativo estratégico.
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