Segurança

2020 foi o ano do ransomware e golpes relacionados à covid-19, afirma Avast

Para a Avast, 2020 foi definido pelo vírus de covid-19 afetando o mundo todo, incluindo o mundo cibernético, com cibercriminosos usando a pandemia para espalhar golpes e ataques de phishing. Junto a essa prática, os ataques de ransomware continuaram a prosperar este ano, atacando principalmente as instituições médicas.

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Uma série de golpes circularam, projetados para tirar proveito de pessoas que buscavam por informações sobre o novo coronavírus. A Avast identificou campanhas de malvertising adaptadas a esta situação, lojas falsas e produtos como curas e medicamentos para o vírus sendo “vendidos” no universo online. Além disso, por meio de sua plataforma de inteligência de ameaças a dispositivos móveis, apklab.io, a Avast rastreou mais de 600 aplicativos maliciosos, incluindo trojans bancários e spyware, se passando por aplicativos que ofereciam algum tipo de serviço relacionado à covid-19. 

Já o ransomware cresceu 20% durante março e abril, em comparação com janeiro e fevereiro deste ano. Vários ataques tiveram como alvo os hospitais, com destaque para o vírus Maze, que rouba dados antes de criptografá-los e ameaça liberar os dados reféns se o resgate não for pago. Como resultado direto, ao menos um paciente faleceu, pois precisava ser transferido para um hospital diferente, após um ataque de ransomware ter afetado um hospital em Dusseldorf, na Alemanha. 

Além de ataques de ransomware contra instituições de saúde, empresas como Garmin, Jack Daniels e Ritz London foram atingidas com ransomware. Outras vítimas notáveis de ataques de ransomware em 2020, que pagaram pedidos de resgate na casa de milhões, incluem a Universidade de San Francisco na Califórnia, Travelex e a empresa de defesa Communications & Power Industries (CPI), também na Califórnia. 

Em sua retrospectiva, a Avast também destaca outros tipos de ataque. O adware foi o malware dominante no Android em 2020, com uma participação de quase 50% no primeiro trimestre, mais de 27% no segundo trimestre e 29% no terceiro trimestre, considerando todas as ameaças para Android. 

A família HiddenAds, um trojan disfarçado de aplicativo seguro e útil, mas que veicula anúncios intrusivos, destacou-se de uma maneira especial, pois continuamente encontrou meios para voltar à Google Play Store ao longo do ano. A Avast também encontrou aplicativos fraudulentos na Apple App Store. A Avast sozinha encontrou mais de 50 aplicativos de golpes no Google Play e Apple App Stores em 2020, que precisavam ser removidos pelas equipes de segurança do Google e da Apple. 

stalkerware também ganhou espaço, sendo uma categoria crescente de malware com implicações perturbadoras e perigosas. A Avast identificou paralelos entre o uso de stalkerware e o período de quarentena. O stalkerware é normalmente instalado secretamente em smartphones, sem o conhecimento da vítima pelos chamamos amigos, esposas e parceiros ciumentos, ex-parceiros e até mesmo pais preocupados, e interessados em rastrear a localização física da vítima, monitorar sites visitados na internet, mensagens de texto e ligações telefônicas. 

O Laboratório de Ameaças da Avast descobriu um aumento de 51% no uso de aplicativos de espionagem e perseguição online (stalkerwares), de março a junho, em comparação com os primeiros dois meses do ano. 

Ainda segundo a Avast, a pandemia não desacelerou os cibercriminosos; ao invés disso, eles aproveitaram a oportunidade de as pessoas gastarem mais tempo online para adaptar velhos truques e espalhar vários tipos de falsificações, golpes e atingir grandes empresas com ransomware. Para 2021, a empresa recomenda que as pessoas a permanecerem cientes e cautelosas sobre o que veem no mundo digital e a verificarem as coisas que encontram antes de confiar em notícias, aplicativos, links, ofertas de vendas e até mesmo conteúdos em vídeo, uma vez que podem ser manipulados. 

 

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