De acordo com o estudo do CGI, 91% destes sites pesquisados registraram incorreção nos padrões HTML.
“.emp.br” passa a ser domínio para micro e pequenas empresas
Internet registra 193 mi domínios no primeiro trimestre do ano
O CGI.br divulgou hoje em coletiva de imprensa o resultado do primeiro estudo a respeito da web já feito em todo o mundo. O projeto Censo na Web coletou toda a parte de estatística, segurança e qualidade da internet e quais as características das páginas da Web brasileira.
Segundo o diretor executivo do CGI.br, Hartmut Glaser, o Brasil registrou 2,17 milhões de domínios registrados sob a terminação “.br”. Este número deverá crescer, principalmente após a criação do novo domínio “.emp.br”, que cobrirá todas as empresas que já possuem sites e as que não possuem. Ele explica que ainda há 400 mil companhias que não usam a internet.
Inicialmente, a pesquisa se concentra apenas nos domínios “.gov.br”, de sites ligados ao governo. Para isto, segundo Gustavo Monteiro, coordenador do Indecs (Instituto de Estudos e Projetos em Comunicação e Cultura), foi utilizada uma ferramenta chamada de “Web Crawler”, a qual possui software livre e coleta com detalhes as informações sobre as páginas da internet.
“Com este primeiro levantamento, foi possível definir as metodologias e traçar o escopo para um estudo mais amplo e completo a ser realizado sobre os sítios com outros domínios”, diz Alexandre Barbosa, gerente do Centro de Estudos em TICs, do NIC.br.
De acordo com os executivos, a coleta de dados sobre os domínios do governo registrou 11.856 sítios sob o “gov.br”.
O agrupamento composto pelos sítios do Governo mostrou significativa participação de 26% em relação ao tamanho em bytes, na Web. Sobre o número total de sítios, a região Sul é a predominante, contendo 33% do todo, com ênfase em São Paulo e no Paraná.
A entidade estima fazer este estudo anualmente. O próximo passo é pesquisar a respeito de outros domínios, como “.net”, “.org.br”, e, o mais conhecido, “.com.br”.
Erros na Web
Um dos pontos analisados pelo CGI foi a aderência aos padrões do W3C (Consórcio internacional que desenvolve padrões para a Web) e de acessibilidade. Dos 6 milhões de páginas pesquisadas, 91% registraram mais de uma incorreção nos padrões HTML; Apenas 5% estão completamente de acordo e 4% não puderam ser avaliadas.
“Nós não sabemos dizer ainda se isso é bom ou ruim, pois a internet é aberta. Quanto mais aderente aos padrões, melhor a página será acessada por qualquer usuário, independente do dispositivo e do seu ambiente operacional”, disse Vargner Diniz, gerente do escritório do W3C Brasil.
IPv4 para IPv6
O IPv6 foi baseado nos sucessos e nos erros do IPv4. Segundo os executivos, a configuração automática no novo protocolo facilita a criação e configuração de redes.
De acordo com Hartmut, o estoque central de IPv4 aqui no Brasil está sim se esgotando, mas provavelmente deve durar ainda por volta de um ano. “Brasil não sofrerá um ‘apagão’ por não usar o IPv6. Ainda temos um estoque que vi acabar, mas existem países que estão muito mais atrasados”, explicou.
Entre os sítios analisados no domínio “.gov.br”, nenhum está disponível ainda via protocolo IPv6.

