Cloud Computing

40% dos data centers de IA podem enfrentar escassez de energia até 2027, aponta Gartner

O avanço acelerado da inteligência artificial está colocando em xeque a capacidade energética global. De acordo com um relatório da consultoria Gartner, até 2027, cerca de 40% dos data centers dedicados à IA podem enfrentar dificuldades com o fornecimento de energia elétrica, devido à crescente demanda por capacidade computacional.

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O estudo destaca que a energia consumida por aplicações de IA, como os modelos generativos, está crescendo em ritmo exponencial. Estima-se que o consumo global de energia em data centers com foco em IA alcance 500 terawatts-hora (TWh) por ano até 2027 – volume 2,6 vezes maior que o registrado em 2023. Em termos gerais, a expectativa é de que o consumo total de energia dos data centers dobre até 2030, chegando a 945 TWh, equivalente ao gasto anual de todo o Japão.

Bob Johnson, vice-presidente da Gartner, alerta que a capacidade atual de geração de energia pode não ser suficiente para acompanhar essa evolução. “As empresas precisam avaliar com urgência os riscos associados ao crescimento da demanda energética e buscar alternativas mais sustentáveis para garantir a continuidade operacional”, afirmou.

Segundo o relatório, Estados Unidos e China devem representar cerca de 80% do consumo energético global em data centers de IA, impulsionados pelo desenvolvimento intensivo de plataformas como ChatGPT e DeepSeek.

Diante desse cenário, cresce a relevância das fontes de energia renovável. A Hostinger, por exemplo, já opera com 100% de energia limpa desde 2024, antecipando sua meta inicialmente prevista para 2026. “A adoção de IA exige um compromisso proporcional com sustentabilidade energética”, afirma Rafael Hertel, Country Manager da empresa no Brasil.

Grandes players de tecnologia também seguem essa direção. O Google projeta operar exclusivamente com fontes renováveis até 2030, enquanto a Amazon trabalha para alcançar esse objetivo já em 2025.

A corrida por eficiência energética torna-se estratégica não apenas para reduzir custos e mitigar impactos ambientais, mas para garantir a viabilidade da infraestrutura digital frente ao crescimento exponencial da inteligência artificial.

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