Estudo aponta que tarefas funcionais diminuem rendimento de chefes de inovação, os deixando estressados.
O novo estudo do IDC, “Mudança no papel da liderança de TI: Perspectivas dos CIOs para 2016”, aponta que esses executivos estão sendo pressionados para manter os custos baixos, manter uma infraestrutura consistente e ainda inovar, deixando-os estressados. A pesquisa analisou a opinião de 150 CIOs e também outros executivos da área de negócios e concluiu que há diferenças na visão do papel do chefe de Inovação nas empresas.
Dos CIOs entrevistados, 40,7% se consideram como operacionais, 34% como gerentes de serviços e 25,3% como agentes de inovação. Já entre os executivos de negócios entrevistados, 40,9% veem o seu CIO como chefe de inovação e apenas 27,5% enxergam ele como operacional.
Para o IDC, isso indica o desafio que os CIOs enfrentam para evoluir o seu papel, já que perdem tempo em tarefas operacionais enquanto deviam atender às novas expectativas de seus parceiros de negócios.
Mike Jennet, vice-presidente de Pesquisa para o Enterprise Mobility do IDC, afirma que os CIOs operacionais vão se encontrar ainda mais marginalizados ao longo dos próximos três anos. “Para esses executivos permanecerem relevantes, devem mudar seu foco para a transformação e inovação, incorporando esses termos em suas infraestruturas”, diz.
CIOs operacionais estão vendo necessidade de mudar
O relatório ainda aponta relações interessantes entre como os CIOs se veem e como enxergam sua principal área de foco. Cerca de 67% dos executivos operacionais focam em inovação, enquanto 26% dos chefes de inovação vão colocar suas forças lá.
Segundo o IDC, isso mostra que os operacionais estão recebendo a mensagem. “Para ser competitiva neste ambiente em rápida mutação da transformação digital, a organização de TI e o CIO devem sofrer uma transformação a partir de um foco em operações de correção e serviços para um foco em parceria, inovação e novos produtos e serviços digitalmente habilitados”, afirma o estudo.

