Levantamento aponta as conseqüências da crise econômica para as empresas da América Latina e Caribe em relação a empregos neste ano.
De acordo com a consultoria Hewitt Associate, as corporações latino-americanas não poderão fugir da instabilidade econômica. O mapeamento aponta grande turbulência nos planos de expansão, o que afeta diretamente a relação empregatícia. Cerca de 217 empresas do Brasil, Argentina, Chile, México, Porto Rico e Venezuela participaram do estudo e demonstraram que, a longo prazo, o agravamento da crise poderá contribuir para um aumento significante do desemprego.
As mudanças começaram a ser previstas pelas corporações em meados de novembro devido às baixas expectativas do cenário econômico mundial. Após este período, 71% das companhias nacionais apresentaram a pretensão de congelar o volume de contratações, enquanto 20% delas planejam reduzir as promoções.
Segundo Patrícia Hanai, consultora sênior de remuneração e recompensas da Hewitt, a crise é uma realidade definitiva dentro das corporações. “Ela já provocou mudanças abruptas nos reajustes e contratações previstos para 2009. O cenário mais provável é de congelamento e reajustes menores”.

