Wireless

4G pode demorar mais de um ano para chegar no usuário final

Operadoras como a Sprint, Verizon e AT&T já se preparam para prover o acesso aos clientes, mas, por enquanto, a demanda pela tecnologia, que ainda não está pronta, é baixa.

LTE-Advanced deve se tornar a principal solução para 4G

 

A tecnologia 4G representa, entre todos os usuários de celulares, como será o futuro das telecomunicações, apesar de ainda ter muito caminho a percorrer até alcançar as boas cifras obtidas pela terceira geração.
 
De acordo com um periódico norteamericano, se hoje em dia os celulares 3G podem enviar e-mails e conectar-se a páginas web em alta velocidade, a próxima geração de telefones, que ainda não finalizaram, poderão realizar todas as operações em tempo recorde.
 
Estes novos telefones, dado o êxito mundial dos smartphones, se converteram em centros de entretenimento móvel. Entre suas múltiplas funções, permitirão ao usuário ver transmissões televisivas ao vivo, no entanto, em alta definição; baixar filmes inteiras em questão de minutos e, ao mesmo tempo, realizar chamadas dentro e fora da cidade, sem interrupções.
 
No entanto, apesar do potencial desta nova geração, ainda falta muito para chegar nos usuários com todas essas características. De fato, as quatro principais companhias provedoras de celulares, até então, vendem velocidade e as possibilidades de chegada dos telefones 4G, mas o número de consumidores destas redes é ainda muito pequeno e o alcance é, portanto, limitado. Ante estas circunstâncias, a tecnologia pode demorar, ainda, um ano ou mais para ficar realmente disponível no mercado.
 
Testes
 
A Sprint Nextel Corporation, a terceira maior companhia de telecomunicações dos Estados Unidos, tem uma vantagem na corrida até a tecnologia 4G, já que ativou suas redes em várias cidades pequenas este ano. Com isto, a companhia planeja levar a quarta geração a determinadas zonas de Los Angeles, em 1º de dezembro e a São Francisco, uma semana depois.
 
No entanto, a rede da Sprint cobrirá, por enquanto, somente uma parte dos usuários que têm celulares 3G. Por isso, a companhia já advertiu que se um usuário está buscando melhorar a velocidade de seu telefone e quer contar já com uma rede 4G, deve primeiro consultar através dos mapas online se sua casa ou escritório estão dentro da rede.
 
O que está mais complicado, no momento, é a construção das redes. É um processo lento e caro para os principais operadores dos Estados Unidos, que já gastaram bilhões na construção de torres de adaptação que substituíssem os antigos cabos de cobre.
 
O vice presidente da AT&T, Andy Shibley, afirma que a empresa investiu cerca de US$ 40 milhões na construção de sua rede nos últimos anos.
 
Já a Verizon Wireless é um bom exemplo de tudo isto. Ainda não ativou a tecnologia 4G e começará a fazê-lo em cerca de 30 cidades dos Estados Unidos ainda este ano. No entanto, inicialmente, será somente para acessórios sem fio dos computadores portáteis. Os smartphones 4G não sairão até meados de 2011.
 
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