Gerente de novos negócios do C.E.S.A.R., Flávia Fernandes afirma que, apesar de o País ser o sétimo em número de acessos à internet no mundo,90% das conexões são inferiores a 1Mbps.
A gerente de desenvolvimento de negócios do C.E.S.A.R. (Centro de Estudos de Sistemas Avançados do Recife), Flavia Fernandes, comentou o impacto sócio-econômico da banda larga no Brasil e no mundo, no 1º VoIP Meeting Nordeste, em Recife.
Flavia começou sua palestra com uma frase de impacto do CIO da Cisco, John Chambers, que diz: “a internet supera a produtividade combinada do telefone, transporte e eletricidade”. Para ela, as tecnologias de uso geral podem afetar drasticamente uma economia desde nível nacional até global.
A executiva afirma que, comparadas às outras TUGs, como eletricidade, acredita-se que os impactos da banda larga na economia, além de maiores, vão se materializar mais rapidamente.
Banda larga no Brasil e Mundo
“Desenvolva a banda larga e tudo mais seguirá”. Esta é uma frase, citada por um plano de internet dos Estados Unidos, elaborado pelo FCC (Federal Communications Comission). Aquele país, lembra Flávia, estipulou que todos devem desenvolver seus projetos de acesso aos cidadãos, pois, com isto, serão geradas habilidades de controle e utilização da energia com mais eficiência, gerenciamento de saúde em populações carentes, melhor fornecimento da educação e simplificação dos meios de transporte.
Além disso, a executiva explica que a banda larga auxilia no crescimento do PIB: a cada 10% de brasileiros conectados, há alta de 1% do Produto Interno Bruto nacional. Sendo assim, como a internet rápida pode ser um viabilizador de estratégia de desenvolvimento social e organizacional, “é imprescindível que o Brasil inicie seu plano de largura de banda, para, assim, haja aumento de produtividade e comércio, redução de custos operacionais, geração de empregos e, principalmente, investimento externo no país”, disse ela.
Contudo, a banda larga deve ser obrigatória também e principalmente fora dos grandes centros, pois, além da infraestrutura ser mais barata, gera descentralização dos empregos, o que melhora a economia, estilo de vida e principalmente educação. “Nós, do C.E.S.A.R. aqui em Recife, somos privilegiados de termos tido incentivo do governo. Hoje, o Porto Digital de Recife tem 8km de fibra óptica, 4 mil empregos na ilha e duas incubadoras, ou seja, 4% do PIB de Pernambuco sai dali”, salientou.
No Brasil, apesar de haver internet desde 1995, o serviço ainda é escasso, pois cerca de 5 milhões de computadores em domicílios ainda não possuem banda larga e 90% dos que têm, ainda são inferiores a 1Mbps. Flavia explica que isto acontece porque o serviço é muito caro e ainda é lento, apesar de, em algumas regiões do país, como o sudeste, já haverem infraestrutura suficiente para implantação de mais velocidade e qualidade.
Contudo, nem só o Brasil passa por esta mudança com plano de banda larga. Os Estados Unidos, por exemplo, se consideram inferiores em acesso, se comparados a outros países como a Finlândia que, recentemente, lançou uma lei que afirma que internet tem que ser disponível para todas as casas. Hoje eles oferecem 2mbps e pretendem 100Mbps para 2015. O Reino Unido ainda não possui uma lei, mas pretende ofertar 2Mbps até 2015 para todos os domicílios.
O país que surpreende na implantação da banda larga é a Coréia, que já oferece 100Mbps e promete ofertar 1GB por domicílio até 2012. Flavia explica que a expectativa do país, que investirá US$24,6 bilhões, é de gerar cerca de 120 mil empregos.

