
“Enquanto a pesquisa constata que 43% dos CEOs do mercado de Tecnologia estavam preocupados com uma recessão econômica que impactasse o crescimento de receita nos próximos 12 meses, muitos executivos também relataram que atrasaram a tomada de medidas preventivas a essa eventualidade”, afirma Patrick Stakenas, Diretor Sênior de Pesquisa do Gartner. “À medida que o financiamento e o capital disponível se tornam mais escassos nas semanas e meses seguintes, mesmo após a desaceleração do surto de COVID-19, as empresas de tecnologia terão que sobreviver com os clientes existentes e guardar recursos enquanto a situação atual de mercado persistir”.
Como a economia atual continua ameaçando as receitas de curto e longo prazo para as organizações em todo o mundo, os CEOs do setor de tecnologia precisam tomar duas medidas imediatas para calcular seu potencial financeiro e, assim, determinar uma estratégia de sobrevivência.
Usar a taxa de consumo de caixa para calcular o potencial financeiro – A maioria dos CEOs da área de tecnologia acompanha o crescimento da receita e a lucratividade, mas apenas uma parcela mede a taxa de consumo de caixa. Essa falta de foco no caixa está levando a sérios problemas no fluxo de caixa das empresas durante a pandemia de COVID-19 e resultando em desaceleração econômica.
A taxa de consumo de caixa é calculada pela soma de todas as despesas operacionais – incluindo salários, aluguel e custos gerais – para obter a queima bruta de caixa, e de todos os pagamentos recebidos dos clientes para se obter a queima líquida de caixa. Isso mede os impactos totais dos custos em toda a organização e o uso de caixa.
“O fluxo de caixa é a principal medida de sucesso ou fracasso para as empresas nas circunstâncias atuais”, explica Stakenas. “Os CEOs precisam medir seu fluxo de caixa semanalmente. Com uma previsão do ‘pior cenário’ em mãos, eles podem determinar os pontos críticos e avaliar a capacidade da empresa de sobreviver à COVID-19”.
Determinar ações críticas para a sobrevivência – Se uma empresa possui menos de três meses de potencial de caixa, as chances de sobrevivência financeira são reduzidas. Para aquelas com três a seis meses de caixa, a sobrevivência exigirá um corte drástico de custos, aquisição de capital adicional ou venda da empresa. Se a corporação tiver mais de seis meses de caixa disponível, os CEOs deveriam adotar medidas imediatas para estender isso para, pelo menos, 18 meses, de forma a assegurar a sobrevivência a longo prazo e oportunidades para mais financiamento.
“As empresas com menos de 18 meses de potencial de caixa precisam eliminar todos os custos possíveis”, diz o analista do Gartner. “A realidade é que organizações iniciantes, como startups, que precisam de dinheiro, terão que administrar seus negócios com muitas restrições para sobreviver”.
Participe das comunidades IPNews no Facebook, LinkedIn e Twitter

