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Abrint 2023: ISPs serão fundamentais no ecossistema de conectividade 5G

Executivos da Americanet e Mega Telecom reconhecem a importância dos provedores de internet no contexto do 5G, mas fazem alerta para os pontos falhos atuais.

 

Com a chegada do 5G ao Brasil, existe um consenso que o papel dos provedores de internet é de extrema importância.  Com infraestrutura de fibra óptica nas médias e pequenas cidades, os ISPs poderão ser o meio de acesso da rede física dos operadores do 5G na última milha das antenas.

Recentemente, o MCom defendeu apoio aos provedores de internet para acelerar expansão da tecnologia de quinta geração. O governo pretende utilizar recursos do Fust para incentivar a expansão de ISPs no mercado móvel, a fim de acelerar a cobertura do Brasil com 5G.

 

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Para Eduardo da Silva Vale, CTO da Americanet, nos últimos dois anos o mercado de ISPs alcançou uma consolidação importante e está no caminho certo de assumir esse papel no 5G. “Os provedores médios fizeram projetos de M&A e expandiram o alcance da sua rede. Já os provedores regionais se estruturaram muito também e hoje têm a capacidade de entregar um serviço de alta qualidade e capilaridade”, ressaltou o executivo, durante o Encontro Nacional ABRINT 2023.

No entanto, nem tudo está perfeito. O Diretor da Americanet fez um alerta em relação sobre o atual cenário de infraestrutura do país. “Atualmente já temos problemas de conexão com 4G em determinados lugares.  Quando a gente fala de 5G, a demanda de antena será muito maior para atingir uma ótima conexão. Portanto muitas estruturas terão que ser implementadas. Então as grandes empresas vão necessitar da infraestrutura dos pequenos provedores”, explica Vale.

Outro executivo importante que esteve presente no evento foi Carlos Eduardo Sedeh, CEO da Mega Telecom e membro do Conselho da Telcomp. Ele destacou o papel dos ISPs na experiencia do cliente, mas citou alguns pontos que precisam melhorar para o 5G funcionar com efetividade.

“Nós somos provedores e temos uma grande infraestrutura, pois sem ela o usuário final não terá experiência do 5G. Então o papel dos provedores é extremamente importante nesse contexto. Porém, O 5G não existe sem fibra óptica. E hoje mesmo com 4G você ainda detecta falhas de conexão, pois nem todas as antenas possuem fibra óptica. Com o 5G isso tem que mudar, senão a tecnologia não vai rodar”, finaliza o CEO da Mega Telecom.

 

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