O “White Paper para o Desenvolvimento do 5G-A no Brasil”, produzido pela Huawei Brasil em parceria com a Softex e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), identificou seis tendências que impulsionam a evolução dos negócios e da tecnologia para o 5G Advanced (5G-A). As tendências refletem as mudanças no mercado e as novas demandas de conectividade, eficiência e monetização.
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1. Monetização da experiência no lugar do volume de dados
Segundo o documento, modelos tradicionais de receita baseados no volume de dados estão se tornando limitados. Como resposta, as operadoras devem explorar a monetização por experiência, oferecendo planos com garantia de qualidade para diferentes tipos de usuários. Uma sugestão do documento é a criação de planos premium para gamers, influenciadores e motoristas de aplicativos, tipos de usuário que precisam de prioridade na rede em momentos de pico.
2. Inteligência Artificial (IA) como motor de crescimento
A IA está onipresente em serviços e dispositivos, criando novas exigências para redes móveis. Com isso, requisitos de uplink mais robustos e baixa latência serão essenciais para suportar modelos de IA na nuvem e dispositivos inteligentes. Um exemplo são os smartphones com IA, que requerem conectividade estável para tradução simultânea, geração de conteúdo e assistentes de produtividade.
3. Expansão do B2B com digitalização de indústrias
Empresas de setores como agricultura, mineração, portos e energia já estão adotando o 5G-A para ganho de eficiência e segurança, segundo o relatório, o que traz a necessidade de redes privadas e SLA (Service Level Agreements) garantidos para operações críticas. Fábricas autônomas e operações remotas podem ser casos de uso para o 5G-A.
4. Crescimento exponencial da Internet das Coisas (IoT)
A expectativa é que o número de dispositivos conectados globalmente atinja 100 bilhões. Junto com as novas categorias de IoT, como RedCap e eRedCap, que permitirão a conexão de smartwatches, câmeras HD, sensores industriais e veículos conectados, as redes serão mais exigidas do ponto de vista da capacidade de conexão de dispositivos.
5. Redes cada vez mais autônomas (Níveis L3/L4)
A operação das redes móveis está se tornando mais complexa, exigindo automatização avançada com IA e Machine Learning (ML). As redes vão precisar ser capazes de prever falhas e otimizar desempenho sem intervenção humana. O 5G-A pode ser um diferencial para o gerenciamento autônomo de redes, reduzindo custos operacionais e melhorando eficiência energética.
6. Sustentabilidade e eficiência energética (ESG)
O setor de telecomunicações está priorizando eficiência energética e sustentabilidade para reduzir custos e atender a regulamentações ambientais. O 5G-A permite que antenas entrem em modo de baixo consumo automaticamente quando o tráfego é reduzido, otimizando o consumo. Outra iniciativa está na implementação de redes de baixo carbono para reduzir emissões e custos operacionais.
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