Segmento, que já acumula R$3 bilhões em receita, pede redução de impostos para poder crescer mais.
Um documento com as principais reivindicações do setor de tecnologia da informação (TI) foi entregue hoje (31) ao ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, durante a abertura do Rio Info 2010, e será encaminhado a todos os candidatos nas eleições deste ano.
Segundo o presidente da Associação Brasileira das Empresas de TIC, Software e Internet (Assespro), Rubén Delgado, um dos principais pleitos do setor está ligado à reforma tributária.
Delgado afirmou que, para aproveitar a “janela de oportunidades” aberta em todo o mundo na área de TI, o Brasil precisa obter ganhos de competitividade como já estão fazendo outros países, entre os quais China, Chile, Argentina, México e Índia.
Ele explica que o setor de TI é intensivo em mão de obra de alto valor agregado. Isso significa que os salários dos profissionais são mais elevados. “Por isso, tantos países querem entrar nesse mercado. O nosso adubo é o cérebro”.
Por outro lado, o executivo informou que os custos da indústria de software (programas de computador) são 70% diretamente ligados à mão de obra, que é o principal insumo. Explicou que, por isso, quando se taxa a mão de obra do setor com Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS), por exemplo, a indústria perde competitividade e poder para concorrer com outras nações.
“Se você colocar os impostos referentes ao INSS cobrados sobre o faturamento, por exemplo, não haveria perda para o Tesouro e seria mais justo para as empresas”. Assim, explica ele, as empresas poderiam exportar mais serviços e softwares e gerar emprego.
O presidente da Assespro disse que uma prova do potencial de crescimento do setor é que em 2002 as exportações somavam US$ 100 milhões e, em menos de oito anos, o número passou para US$ 3 bilhões, “da mesma forma como está hoje, com a complexidade tributária, com encargos sociais na estratosfera. Por isso, essa é uma oportunidade que o país não pode deixar passar. E isso, fatalmente, entra na reforma tributária”.
Rubén Delgado reconhece que o governo federal avançou muito e escutou bastante o setor de TI, em especial os Ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e da Ciência e Tecnologia (MC&T). Já o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apresentou desavenças com o setor no que diz respeito à regulamentação da profissão de analista de sistemas e à carga horária. “São coisas atrasadas, que vão na contramão da modernidade”, finalizou.
*Informações da Agência Brasil.

