Estudo global aponta que tem aumentado a superfície de ataque de redes de Tecnologia Operacional e a maior parte dos ataques a indústrias atinge tanto TI quanto TO
Um novo relatório da Claroty, “O Estado Global da Cibersegurança Industrial 2023: Novas Tecnologias, Ameaças Persistentes e Maturidade de Defesas”, aponta que 75% das indústrias entrevistadas foram alvo de ransomware no último ano. A pesquisa é global e contou com a participação de 1,1 mil profissionais de segurança de TI e Tecnologia Operacional (TO), que trabalham em setores de infraestruturas críticas.
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O estudo revela que, no que diz respeito aos ataques de ransomware, o impacto nos ambientes de TO está se alinhando ao impacto nos ambientes de TI. Na pesquisa anterior da Claroty, realizada em 2021, 32% dos ataques de ransomware afetaram exclusivamente a TI, enquanto 27% impactaram tanto a TI quanto a TO. Atualmente, 21% afetam apenas a TI, enquanto 37% afetam tanto a TI quanto a TO – um aumento significativo de 10% para este último em apenas dois anos. Essa tendência indica uma ampliação da área de ataques e o risco de interrupções operacionais resultantes da convergência entre TI e OT.
No topo do aumento de impacto operacional de ransomware, persiste o significativo impacto financeiro. Entre os 75% dos entrevistados cujas organizações foram alvo de ataques de ransomware no último ano, 69% optaram por pagar o resgate. Destes, 54% enfrentaram consequências financeiras de US$ 100 mil ou mais.
Como consequência provável, a demanda por seguros cibernéticos é alta entre os entrevistados. Uma grande maioria (80%) das organizações possui políticas de seguro cibernético, com cerca de metade (49%) escolhendo apólices com cobertura de meio milhão de dólares ou mais.
A pressão para combater ameaças crescentes, bem como perdas financeiras, surge enquanto novas tecnologias estão sendo integradas aos ambientes OT. Por exemplo, 61% dos entrevistados estão utilizando atualmente ferramentas de segurança que alavancam inteligência artificial generativa (GenAI), e 47% dizem que isso eleva as suas preocupações com a segurança.
Embora a implementação de IA generativa possa estar gerando alguma pausa, progressos e avanços estão sendo feitos para fechar lacunas em processos e tecnologias:
Segmentação de Rede: 77% descrevem sua abordagem à segmentação de rede como “moderada” ou “madura”, essencial para restringir o movimento lateral de ataques cibernéticos na rede, incluindo o de TI para OT.
Gerenciamento de Vulnerabilidades e Riscos: 78% descrevem sua abordagem para identificar vulnerabilidades como “moderadamente” ou “altamente” proativa, um aumento significativo em relação aos 66% em 2021. No entanto, o ritmo de divulgações de vulnerabilidades e lançamentos de correções (patches) está superando a capacidade das organizações de lidar com elas; como resultado, as organizações estão explorando uma variedade de métodos de pontuação de risco para ajudar na priorização. Os métodos mais populares são o CVSS, Common Vulnerability Scoring System, usado por 52% dos entrevistados globais, seguido pelas pontuações de risco das soluções de segurança existentes (49%), o EPSS, Exploit Prediction Scoring System (46%), e o Catálogo KEV, Known Exploited Vulnerabilities (45%).
Iniciativas Futuras: as principais iniciativas de segurança OT, que os entrevistados planejam implementar no próximo ano, são avaliação de risco (selecionada por 43% dos entrevistados), seguida de perto por gerenciamento de ativos, de mudanças e/ou de ciclo de vida (40%), e gerenciamento de vulnerabilidades (39%).
Metodologia
A Claroty contratou a Pollfish para realizar uma pesquisa com 1.100 profissionais de segurança de Tecnologia da Informação (TI) e Tecnologia Operacional (OT) na América do Norte (500), América Latina (100), EMEA (250) e Ásia-Pacífico (250). Apenas indivíduos que trabalham em período integral em segurança de TI, segurança OT ou como engenheiro/operador de OT completaram a pesquisa, totalizando 1.100 entrevistados.
Mais de uma dúzia de setores estão representados, incluindo Automotivo, Químico, Serviços, Concessionárias de Energia Elétrica, Alimentos e Bebidas, Petróleo e Gás, Farmacêutico e Biotecnologia, Transporte, Água e Resíduos, Produtos de Consumo, Mineração e Materiais, Hardware de TI e Florestal, e Celulose e Papel. A pesquisa foi concluída em novembro de 2023.
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