De acordo com estudo da Microsoft, 77% dos tomadores de decisão das micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) brasileiras acreditam que a inteligência artificial (IA) agiliza os processos de suas organizações. Já um relatório da OECD mostra que pequenas empresas que adotaram soluções em IA, aumentaram em até 30% a possibilidade de replicar processos e diminuíram significativamente o risco de ruptura com a saída de lideranças.
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De acordo com Everton Dias, CEO da Octafy, empresa especializada em soluções de IA, o cenário atual é promissor, pois o mercado teve uma mudança de mentalidade significativa. As empresas já entendem que a IA é um diferencial competitivo necessário e não uma tendência qualquer. “Eles querem entender como aplicar essas tecnologias de forma prática em seus negócios”, afirma o executivo.
A questão é que a implementação de IA em empresas de médio porte enfrenta desafios específicos, principalmente relacionados à falta de conhecimento técnico especializado e à resistência cultural. “O maior obstáculo não é tecnológico, mas sim educacional. Muitas empresas ainda veem a IA como algo complexo e inalcançável, quando na verdade existem soluções práticas e escaláveis que podem ser implementadas gradualmente”, explica Everton.
Outro ponto crítico é a qualidade dos dados. “Sem dados organizados e limpos, qualquer solução de IA será ineficaz. É fundamental que as empresas primeiro estruturem seus processos de coleta e organização de dados antes de partir para implementações mais complexas”, complementa o CEO da Octafy.
Estratégias para implementação acessível
Para tornar a IA mais acessível, Dias recomenda uma abordagem gradual e focada em resultados específicos. Não é inteligente fazer tudo de uma vez, mas sim começar com um projeto piloto bem definido, medir os resultados e expandir gradualmente. Isso permite que a empresa aprenda no processo e construa competências internas.
O CEO também enfatiza a importância de parcerias estratégicas: “Empresas de médio porte não precisam desenvolver tudo internamente. Parcerias com consultorias especializadas e o uso de plataformas de IA como serviço podem acelerar significativamente o processo de adoção.”
Ele observa que o Brasil está bem posicionado para liderar a democratização da IA na América Latina. “O mercado brasileiro tem características únicas: uma base empresarial diversificada, profissionais qualificados e uma crescente consciência sobre a importância da transformação digital. Isso cria um ambiente propício para a expansão da IA em empresas de todos os portes”.
O executivo projeta que os próximos dois anos serão cruciais para a consolidação da IA como ferramenta essencial para a competitividade empresarial. Por isso, empresas não podem ficar postergando seus investimentos.
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