O estudo How Retailers Use Innovation to Gain an Edge, do Boston Consulting Group (BCG) e do World Retail Congress (WRC), mostra que, para acompanhar as mudanças nos comportamentos e preferências dos consumidores, os varejistas precisam inovar. A pesquisa, realizada com 400 executivos de variados setores do varejo de todo o mundo, sendo 78 da América Latina – 32 do Brasil, 29 do México e 17 da Argentina – revela que as empresas que já têm esse conceito introduzido nos negócios, alcançam um retorno sobre o investimento (ROI) mais elevado. Em âmbito mundial, os varejistas que mais investem em inovação (média de 13%), obtém um ROI de 21%. Por outro lado, os que menos aplicam (apenas 3%), contam com ROI de 9%.
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Atualmente, 60% das marcas mais inovadoras da América Latina, ou seja, as que destinam mais de 8% de sua receita anual para isso, estão investindo em redes sociais para vendas, 27% em mídias de varejo e 13% em marketplace. No próximo ano, 54% deles disseram que vão priorizar o e-commerce. Até 2027, no entanto, a previsão para a região é de que haja um aumento de 20% nos gastos com inovação por 34% das companhias que estão liderando a categoria, 25% pelas que estão em progresso (com mais de 6% dos recursos alocados em inovação) e de 20% pelas consideradas atrasadas (menos de 6% do faturamento vai para a área de criação) em termos de gerar novidades aos seus consumidores.
O relatório também aponta que entre as melhores práticas, em termos de inovação, estão:
- Investir em múltiplos projetos. Cerca de dois terços dos líderes (66%) e 47% dos atrasados na América Latina, maximizam seu ROI antecipado espalhando o financiamento da inovação por várias iniciativas, usando governança adequada para acompanhar os resultados das atividades, fornecendo o suporte necessário e decidindo quais tarefas continuar investindo. Esse número é superior ao global (de 63% e 43%, respectivamente).
- Instituir amplas parcerias. 66% dos líderes e 47% dos atrasados latino-americanos identificam as áreas em que podem acelerar a inovação ao complementar as operações internas com capacidades externas. Em âmbito global, mais da metade (57%) e 40% dos atrasados trabalham em projetos de inovação com partes externas. Apenas um em cada dez líderes inova principalmente internamente, em comparação com um em cada quatro dos atrasados.
- Transformar paradigmas da indústria e a expectativa dos consumidores. Mais da metade (60%) dos líderes em inovação da região fazem movimentos audaciosos em vez de se embasar exclusivamente em insights dos clientes, em comparação com 40% dos atrasados. Globalmente, estes números são, respectivamente, 50% e 37%.
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