Uma pesquisa conduzida pela NordVPN destaca a crescente preocupação com golpes financeiros online no Brasil, particularmente no WhatsApp. Segundo o estudo, dos 92% dos entrevistados que sofreram um golpe online nos últimos dois anos, 30% perderam dinheiro, com uma média de perda entre R$ 251 e R$ 500. Chama a atenção que 81% desses incidentes ocorreram no WhatsApp.
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Os dados revelam que dois terços de todos os golpes via WhatsApp envolvem pedidos mentirosos de dinheiro, doações de caridade enganosas, links de páginas fraudulentas, ofertas de emprego inventadas e ligações de falsas centrais de atendimento ao cliente.
O segundo método mais utilizado pelos golpistas, com 35% de citações, é a criação de lojas virtuais ilegítimas, promovidas em redes sociais destacando produtos com preços promocionais e oferecendo ainda mais descontos para pagamentos via Pix.
Importante destacar que a oferta de emprego e de empréstimo falso representa um tipo de golpe bastante comum, que atinge principalmente pessoas fragilizadas devido a sua situação social e que, assim, se tornam mais suscetíveis a cair nessas armadilhas. Além disso, assim como os golpes de links, call centers e lojas online falsas, essas ofertas enganosas não são massivamente noticiadas pela imprensa, favorecendo a desinformação da população quanto a essas ameaças.
Sete tentativas de golpes por ano
Os números mostram que, em média, um brasileiro se depara com sete golpes financeiros online a cada ano, sendo por volta de dois a três deles via WhatsApp. Além disso, a pesquisa da NordVPN revela que as vítimas tendem a ser mais suscetíveis a golpes durante os dias úteis, quando estão no período de trabalho, especialmente quando estão estressadas ou nervosas.
A maioria dos usuários informou o golpe para seus círculos sociais. No entanto, poucos adotaram medidas de segurança, antes ou após serem vítimas do golpe.
Quase todos os entrevistados afirmaram ter encontrado pelo menos um golpe online, sendo que homens, de todas as gerações (exceto a geração X), proprietários de negócios, autônomos e pessoas atualmente desempregadas são alguns dos grupos mais vulneráveis a perdas financeiras. No entanto, a diferença entre homens e mulheres vítimas de golpes não é grande, já que 30% das entrevistadas também passaram pela mesma situação.
Além das perdas financeiras, cerca de um quinto dos entrevistados mencionou um impacto negativo em seu estado psicológico. Neste caso, gerações mais jovens, como a geração Z, demonstram mais estresse psicológico e tendem a relatar golpes com mais frequência. Em contraste, gerações mais velhas tendem a ignorar os golpes.
Assim como as gerações mais velhas, a pesquisa revelou que muitos brasileiros, ao identificar um golpe online, adotam medidas básicas de segurança, como não responder a números desconhecidos e evitar clicar em links suspeitos. No entanto, medidas mais técnicas, como configurar limites de transferência para Pix, usar VPNs ou autenticação de dois fatores (2FA), são menos comuns. Apenas 3% dos entrevistados acreditam que não há remédio para os golpes, indicando que a maioria acredita que há medidas que podem ajudar a protegê-los.
A pesquisa foi realizada entre 17 e 27 de maio de 2024, com uma amostra de mil respondentes, composta por residentes do Brasil com idades entre 18 e 74 anos. A amostra foi nacionalmente representativa entre os usuários de internet, com cotas de idade, gênero e local de residência.
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