Segurança

A suspeita de ataque hacker aos sistemas da Claro

O feriado de final de ano não foi tranquilo para a equipe de sistemas da operadora Claro. Desde o dia 27 de dezembro, usuários de vários serviços registram reclamações de instabilidade nos sistemas de autoatendimento da companhia enquanto o mesmo grupo que alega ter realizado um ataque ao Ministério da Saúde, no mês passado, se apresenta como responsável por uma invasão hacker à operadora. O Lapsus$ informou ter acessado cerca de 10 petabytes (PB) – o equivalente a 10 mil terabytes (TB) – de dados.

 

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Entre as informações acessadas, estariam dados pessoais de clientes, da infraestrutura de comunicações, documentos jurídicos, pedidos de escuta telefônica, código-fonte e e-mails. O grupo solicita um contato com algum representante da Claro e está pedindo o que chama de “uma pequena recompensa” para apagar os dados que afirma possuir.

O Lapsus$ ameaça divulgar as informações ilegalmente acessadas. O grupo afirma ter obtido apenas uma pequena parte dos dados “as coisas importantes, legal, escuta telefônica, códigos src, svn”. Em sua mensagem, postada em português e inglês no Telegram, o grupo reforça que o vazamento de ordens jurídicas confidenciais e escutas telefônicas “causaria grandes problemas de aplicação da lei (o suspeito saberá que está sendo vigiado)”.

Junto ao post no Telegram, há uma série de imagens de captura de tela que seriam de ambientes do sistema interno da operadora Claro. De acordo com sua mensagem no Telegram, o Lapsus$ diz ter acessado “muitos AWS, 2x Gitlab, SVN, x5 vCenter (MCK, CPQCLOUD, EOS, ODIN), armazenamento Dell EMC, todas as caixas de entrada, Telecom / SS7, Vigia (interceptação policial), MTAWEB e WPP (gerenciamento de cliente), e muito mais”.

Conforme traz o site Ciso Advisor, um usuário anunciou em um fórum frequentado por cibercriminosos brasileiros a venda de tabelas de dados que alega terem origem na Claro, na Net e na Vivo. Entretanto, não é possível determinar se os dados supostamente da Claro estão relacionados ao incidente anunciado pelo grupo Lapsus$.

Desde o dia 27 de dezembro, clientes da Claro reclamam de lentidão nos serviços, como banda larga, 4G e aplicativos. No dia 29, o Procon notificou a operadora para informar sobre instabilidade em seus canais de atendimento. No mesmo dia, a Claro informou ter ocorrido uma instabilidade sistêmica, que já teria sido solucionada, com os serviços de atendimento ao cliente que foram impactados já em funcionamento normal.

Ainda hoje, ao menos o sistema de atendimento a empresas “Minha Claro Empresas” se encontra indisponível.

A empresa foi procurada esta amanhã para informações.

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