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O impacto econômico dos data centers no Brasil

*Por Fernado Palamone

Segundo o estudo “Potenciais Impactos Socioeconômicos da Consolidação do Brasil como Hub Internacional de Infraestrutura Digital na Era da Inteligência Artificial”, elaborado pela Fundação Getulio Vargas e apresentado em Brasília em julho de 2026, um único data center de 100 MW é capaz de acrescentar aproximadamente R$ 1,5 bilhão ao PIB brasileiro e gerar cerca de R$ 590 milhões em renda do trabalho, distribuída por diversos setores da economia, de novo. Os números estão em um estudo da FGV.

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O mesmo estudo estima o investimento total de uma instalação dessa escala em cerca de R$ 25 bilhões, com aproximadamente R$ 5 bilhões em infraestrutura e R$ 20 bilhões em computação (servidores, GPUs e armazenamento), e projeta cerca de 12.560 empregos diretos e indiretos ao longo de 18 a 36 meses de implantação.

Vale registrar que essa divisão de capital reproduz quase exatamente a arquitetura do próprio modelo financeiro da RT-One, o que alinha a tese da empresa a uma referência macroeconômica nacional independente.

Os benefícios vão muito além da operação do data center, alcançando a construção civil, a engenharia, o comércio, a logística e a prestação de serviços, assim o ganho salarial não se restringe aos profissionais de TI.

Essa conclusão é consistente com estudos internacionais. Nos Estados Unidos, o relatório “Economic Contributions of Data Centers in the United States”, da PwC demonstra que o setor se tornou um vetor relevante de crescimento econômico, tanto pela geração de empregos quanto pelo efeito multiplicador sobre a economia local. O estudo aponta uma relação aproximada de 1:6: para cada profissional empregado diretamente em um data center, cerca de outros seis postos de trabalho são sustentados de forma indireta ou induzida.

Os empregos indiretos surgem na cadeia de fornecedores, construção, manutenção, energia, telecomunicações e equipamentos, enquanto os induzidos decorrem do aumento da atividade econômica local, beneficiando comércio, restaurantes, hotéis, transporte e serviços em geral.

Estudos de impacto fiscal apontam, ainda, retorno positivo de arrecadação. Em Ohio, o estudo de impacto econômico preparado para a Ohio Chamber of Commerce Research Foundation (com análise da SRC EvalMetrics ) estimou que os data centers geraram cerca de US$ 5,2 bilhões em tributos estaduais e municipais entre 2017 e 2024, contra aproximadamente US$ 2,5 bilhões em incentivos concedidos no mesmo período – uma relação da ordem de cerca de US$ 2,00 arrecadados para cada US$ 1,00 de incentivo, considerando o conjunto de tributos e os efeitos econômicos de toda a cadeia de fornecedores. Registre-se, por transparência, que o mérito e a magnitude desses incentivos são objeto de debate público em alguns estados norte-americanos, e é apresentado aqui como referência internacional, e não como projeção aplicável ao contexto brasileiro.

Em conjunto, esses resultados reforçam que os data centers não representam apenas investimentos em infraestrutura digital. Eles funcionam como catalisadores do desenvolvimento regional – estimulando inovação, atraindo novos negócios, ampliando a arrecadação pública e gerando empregos qualificados e oportunidades econômicas em múltiplos setores da economia. *Fernado Palamone é CEO da RT-One.

Este artigo é de total responsabilidade do autor, não representando, necessariamente, a opinião do Portal IPNews.

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