Segurança

Relatos de ataque hacker a carros da Tesla preocupa indústria automotiva

A indústria automotiva está em “choque” com a possibilidade de carros da Tesla terem sido invadidos por um adolescente alemão chamado David Colombo. A afirmação é de Lotem Finkelsteen, head de Inteligência de Ameaça e Pesquisa da Check Point Software Technologies, que aponta a ação como um dos maiores temores do setor e das pessoas, que é ter o controle de um carro autônomo tomado por um estranho.

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O especialista esclarece que David Colombo não foi capaz de assumir o comando de nenhum veículo nesse sentido, mas afirmou que conseguiu controlar alguns dispositivos periféricos em 25 Teslas mal conservados, como o volume do sistema de som, janelas e luzes. Ele também não conseguiu executar código em nenhum dos carros comprometidos; e, certamente, não conseguiu entrar no sistema de controle de direção. 

Ele relatou a invasão à Tesla e eles estão investigando. Colombo diz que essa não é uma vulnerabilidade inerente à Tesla e que os proprietários de carros devem poder bloquear seu acesso intrusivo. Mas Finkelsteen contesta esta conclusão. 

Segundo ele, não é possível esperar que os usuários estejam familiarizados com a configuração de software de um produto complexo como um carro. Ele defende que os automóveis precisam ser seguros “fora da caixa” e protegidos com os mais altos padrões. “Não deve ser possível ao condutor permitir o acesso remoto ao seu veículo por uma determinada ação ou mesmo por inação.” 

“Dito isso, posso prever um futuro em que os usuários precisarão assumir alguma responsabilidade pela segurança cibernética de seus veículos. Se (apenas na hipótese, pois não desejo isso de maneira alguma) um hacker tomasse o controle de seu carro e você sofresse um acidente, não importaria de quem fosse a culpa de o carro não estar seguro, você faria tudo ao seu alcance para evitar isso.” 

Ele ainda afirma que, por mais que esperamos que os fabricantes forneçam um veículo totalmente seguro, a experiência em segurança cibernética nos mostra que isso não é algo que pode ser 100% garantido para sempre. D”a mesma forma que esperamos ser proativos na proteção de nossos laptops e smartphones, suponho que precisaremos adotar uma abordagem mais prática para garantir que nossos carros estejam protegidos contra ataques cibernéticos.” 

 

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