Após denúncia do ativista de direitos digitais, Cory Doctorow, de que o antivírus Norton 360 incluiu um módulo de mineração de criptomoedas e que estaria ativo nas máquinas de seus usuários, o antivírus Avira também foi denunciado por seus usuários. Este último, que também pertence à empresa NortonLifeLock – assim como o Norton 360 – incluiu o módulo de mineração tanto na versão gratuita quanto na paga.
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Para o especialista em cibersegurança Luli Rosenberg, da CySource, essa prática coloca em xeque a transparência dos softwares antivírus. “Os dois antivírus, Norton e Avira, mineram silenciosamente criptomoedas a partir da máquina dos usuários sem o consentimento deles. Ao habilitar o software, as empresas utilizam a energia e o processador do usuário. Esse procedimento é muito vantajoso para as empresas, porque o gasto de energia e o risco de dano no aparelho ficam a cargo do usuário”, alerta Rosenberg.
Apelidados de Norton Crypto e de Avira Cryto, essas funcionalidades permitem que os usuários configurem os programas de segurança para minerar Ethereum dos seus sistemas mesmo quando esses sistemas não estão sendo utilizados.
Quando habilitado, o Norton Crypto faz uso da placa de vídeo instalada no computados do usuário para minerar Ehereum. A partir disso, a moeda é transferida para uma carteira da Norton hospedada na nuvem. Embora a empresa Norton Antivirus tenha revelado, em junho de 2021, essa capacidade, a mudança também vem causando reações adversas dos usuários.
Essa prática está associada à cobrança de uma taxa de 15% sobre todas as criptomoedas obtidas pelos usuários. O valor é considerado abusivo, visto que a maioria das plataformas que atua com sistemas semelhantes tende a cobrar somente 1 ou 2% dos usuários — que, na prática, também precisam arcar com custos de hardware, energia e com as taxas de transação do Ethereum.
Além disso, no caso do Norto Crypto, também existe a possibilidade de um malware habilitar o minerador sem que o usuário saiba.
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