
Um consórcio de empresas formado por Imaflora, Agrotools, Waycarbon, WRI e DSM vai desenvolver uma calculadora de emissão de carbono para uso da indústria pecuária, como parte do projeto “Pecuária de Baixo Carbono”, desenvolvido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
A ação tem o objetivo de elaborar estratégias e modelos de negócios que adotem o uso de tecnologias visando a redução da emissão de gases de efeito estufa, estimulando a sustentabilidade na produção de carne e leite no Brasil. A iniciativa foi criada para encontrar formas de o Brasil cumprir o Acordo do Metano, assinado na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 26), que estabeleceu um compromisso global de reduzir em 30% as emissões de metano até 2030.
O consórcio vencedor da disputa foi o liderado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Trazendo embasamento acadêmico com base científica para o desenvolvimento do projeto que vai servir como espinha dorsal para implementação de iniciativas de reversão dos efeitos climáticos globais.
O projeto contará com dois movimentos principais. O primeiro será a indicação de mecanismos de incentivo que estimulem investimentos na redução de emissões de carbono, tanto na etapa agrícola quanto na industrialização da carne e leite bovinos. O segundo será o desenvolvimento de uma calculadora para Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) dos produtos, que se caracteriza por um método para medição e certificação de emissões de carbono, desde os insumos utilizados na produção agrícola, até o processamento industrial.
Caberá a Agrotools definir o fluxo de trabalho da Calculadora ACV, em que serão detalhadas todas as etapas do processo de funcionamento da ferramenta, desde a fase de inserção de dados pelos usuários até a geração de relatórios de desempenho ambiental, passando também pelos processos associados de certificação e validação externa dos dados registrados na calculadora.
Com a metodologia estabelecida, a intenção do BNDES e do MAPA é criar linhas especiais para o setor produtivo que viabilizem a migração das atividades mais intensivas em emissões de carbono e metano para as menos intensivas.
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