Dispositivos

Brasil pode consumir mais de 13 milhões de smartphones com Android

Apesar da previsão de que aparelhos com software livre representarão 30% do mercado mundial em 2012, a Huawei pede um posicionamento das operadoras de telefonia para considerar o preço de venda do seu novo smartphone no País e acredita na rápida popularização do equipamento.

 

As estratégias da Huawei para 2009 estão baseadas na expansão de seus serviços para área de equipamentos, com destaque para fomentação dos smartphones Android no Brasil, que chegará ao mercado a partir do terceiro trimestre de 2009, seguindo a previsão de crescimento do setor de handsets. Segundo a empresa os aparelhos responderão por 30% do mercado global até 2012.

“Os dispositivos móveis vendidos no Brasil chegam a 50 milhões por ano e se acompanharmos a tendência de crescimento apresentada no mundo, chegaremos a cerca de 13 milhões de smartphones abertos vendidos anualmente no País”, diz Luis Fonseca, diretor da divisão de terminais da Huawei.

E isso deve influenciar para uma redução de preços desse tipo de aparelho, na visão de Marcelo Motta, diretor de tecnologia e produtos da companhia. “E essa derrubada de preços deve provocar a expansão da escala de vendas”, declara o executivo.

Melhor do que notebooks

Para ele, dentro de alguns anos, as vantagens de tal tecnologia vão tornar os smartphones populares. “A interface aberta do Google permite que o usuário utilize qualquer sistema operacional, o que irá atrair o consumidor. Este boom de aquisições de banda larga e o aumento de desenvolvedores deverá tornar as ofertas mais amplas e os preços mais acessíveis para a população, tornando os smartphones mais acessíveis do que notebooks dentro de alguns anos”.

O aparelho desenvolvido pela Hauwei foi concebido na unidade de desenvolvimento da empresa na China, que conta com um investimento de 10% do faturamento anual da companhia.

Sem preço

Os executivos da empresa acreditam na aceitação do mercado nacional, mas ainda dependem de acordos firmados com as operadoras. “Não sabemos se as incumbents entrarão com subsídios ou serviços, por isso não é possível, ainda, precificar a solução. Estamos esperando uma resposta do mercado”, finaliza Fonseca.

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