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Plataforma brasileira de streaming chega para fazer frente ao Netflix

Com mais de 7,5 mil filmes e séries, Looke oferece planos de assinatura ou compra e aluguel de conteúdo para atrair clientes. Além disso, site também está em negociação com a Saraiva para oferecer vídeos no portal da varejista.

lookeEm 2013, a Encripta, empresa que provem tecnologias para agregar conteúdos digitais em plataforma de vídeo sob demanda, como o Netflix, o Now da NET, iTunes, entre outros, começou a desenvolver o Looke, site de streaming de filmes e séries. Totalmente criada com capital brasileiro, a aplicação ficou pronta para o mercado em 2015, sendo posta para venda em seguida. Apesar do esforço, a plataforma não foi comprada por nenhuma outra empresa e hoje atua de forma independente.

Esse é o início do Looke, aplicação lançada em setembro do ano passado e semelhante à Netflix como site de streaming de vídeo, mas com alguns diferenciais, como o diretor da companhia, Luiz Guimarães, ressalva. O primeiro deles é o modelo de negócio. Diferente da concorrente, o Looke agrega a possibilidade de assinatura mensal do serviço ou o aluguel ou compra do conteúdo, de forma semelhante ao utilizado pelo Now da operadora NET.

Neste modelo de locação e compra, estão disponíveis os filmes e séries mais recentes. A plataforma afirma, inclusive, que os novos lançamentos chegam ao Looke em até 45 dias após a saída do cinema. Os preços do aluguel e compra variam de acordo com o conteúdo, sendo que o primeiro fica entre R$ 2,90 a R$ 9,90, enquanto a aquisição varia de R$ 12,90 a R$ 45,90. Já a assinatura sai na quantia de R$ 18,90 mensais, sendo o primeiro mês gratuito.

Outro diferencial, segundo Guimarães, é o volume de filmes, documentários, shows musicais, desenhos e séries, que atualmente ultrapassa os 7,5 mil itens. “A proposta do Looke é obter o máximo conteúdo possível”, afirma o diretor da empresa. Ele afirma que o conteúdo é complementar ao da Netflix. “Nossa estratégia é que oferecer algo que os concorrentes não têm, como curtas-metragens, por exemplo. O nosso cliente pode assinar nosso serviço e também ser assinante de outro site de streaming, pois não verá o mesmo conteúdo”, explica.

O lado negativo do Looke é a separação entre conteúdo para assinantes e para compra/aluguel. Segundo a empresa, devido ao processo de licenciamento, quem decide o modelo de negócio em que o filme ou série será distribuído é a própria detentora do conteúdo. Por isso, parte do conteúdo do site, principalmente os lançamentos, só são disponibilizados para aluguel ou compra.

Para crescer, Looke aposta em vídeo em qualquer lugar e possível parceria com a Saraiva

Para conquistar mais espaço no mercado, o Looke tem investido em duas frentes: desenvolvimento de aplicativos para a plataforma e parcerias. No primeiro item, a companhia vem desenvolvendo ferramentas para smartphones e tablets com sistema Android e iOS, smart TVs da marca LG, Samsung e Philips, além dos videogames Xbox 360 e Xbox ONE. Ainda em desenvolvimento estão os suportes para os PlayStation’s 3 e 4 e Windows 10. “Nossa intenção é disponibilizar para o cliente o vídeo em qualquer lugar e a qualquer hora”, diz Guimarães.

No âmbito das parcerias, Guimarães diz que a companhia está em negociações com a Saraiva Megastore, para disponibilizar os vídeos oferecidos para compra e venda dentro do site da varejista, em uma estratégia de comercialização chamada co-brand store.

A plataforma também vem buscando novos investidores para começar um trabalho maciço de marketing e propaganda. Apesar de não disponibilizar os dados sobre a quantidade de assinantes, Guimarães diz que o Looke já contabiliza mais de 50 mil transações desde o lançamento, incluindo assinaturas, locações e compra de conteúdo.

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